Nesta terça-feira (12), o técnico Renato Portaluppi concedeu sua última entrevista coletiva antes do confronto com o Botafogo, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores, no Estádio Nilton Santos. E a coletiva do comandante tricolor foi bastante longa. Claro que Luan e Geromel foram as pautas mais respondidas por ele. Enquanto o atacante continua em tratamento intensivo para se recuperar de um edema na coxa, o zagueiro não treinou com bola e passou a ser novamente preocupação.


Quer ficar por dentro de resultados ao vivo, acessar calendários de jogos ou tabelas de classificação e ainda receber todas as notícias do seu time de coração? Então, clique neste link com seu celular e baixe o app do Esporte Interativo!


"Ninguém descartado ou confirmado. Vamos ver amanhã. Não participar de atividade, não treinar com bola, não quer dizer nada. Sem precipitação. Eu tenho uma vantagem em algumas decisões por ter sido jogador. Conheço todas as lesões. Sei quando dá, quando não dá, quando tem que dar uma segurada. Temos o jogo da volta e o Campeonato Brasileiro. Então o pensamento não está somente em amanhã".


Sobre os constantes problemas de lesão que o elenco gremista vem enfrentando, Portaluppi foi bastante enfático ao dizer que nunca vai reclamar deste tipo de situação, e que quem joga no clube gaúcho tem que estar pronto para corresponder em campo.


"Infelizmente estamos tendo problemas. Vida de treinador não é fácil. Mas não me queixo e nem vou me queixar. Eu treino um grupo. E se você esta no Grêmio você é bom e tem que corresponder. O Bressan é um exemplo. Jogador do Grêmio tem que estar preparado. Ganham bem e em dia. Nunca vou reclamar de jogador machucado e vendido".


Renato voltou a garantir que o Grêmio que estará em campo nesta quarta (13) vai ser totalmente diferente do time que perdeu para o Vasco, em São Januário. Segundo ele, a postura do sábado passado não vai ser mais vista pelos torcedores tricolores.


"Conversei com o grupo. Às vezes é necessário um puxão de orelha, mas fica entre mim e o grupo. Não vai acontecer a mesma coisa. Falei para o presidente. Há males que vem para o bem. Os jogadores se reuniram e conversaram entre eles. Não podemos dar mole, nem na Libertadores e nem no Brasileiro. Não podemos dar mole. Sempre que aconteceu este ano, pagamos caro. Vai ser um Grêmio diferente, podem ter certeza".


Mais especificamente sobre a partida com o Botafogo, o profissional definiu o adversário como uma "carne de pescoço" e elogiou o trabalho de Jair Ventura.


"O Botafogo está muito bem treinado. Jair vem fazendo grande trabalho. É um cara que é boa pessoa e bom profissional. Eles vêm eliminando grandes campanhas na Libertadores. É um time solidário, que briga sempre. As pessoas duvidaram e eles foram passando, passando... Eles são muito competitivos, mas nós também somos. Vai passar quem errar menos. O Botafogo é uma carne de pescoço".


Confira outros trechos da coletiva


"Se eu desse outro tipo de treino vocês estariam barrados (risos). Não treino minha equipe na véspera do jogo, treino durante a semana. Tem gente que não gosta, mas vai ser rachão um dia antes, sim. Quem não gosta tem que virar treinador. Chegamos nas competições dessa forma. Não vamos mudar por causa de um ou outro resultado. O ambiente do Grêmio é muito bom, muito leve".


Time modificado e possível opção por Arroyo


"São cinco ou seis jogadores que podem ser diferentes do último jogo (pela Libertadores, contra o Godoy Cruz). Mas o grupo é bom e forte. Meu grupo todo está preparado. Quanto ao Arroyo, é uma opção interessante. Um jogador de força, vertical. Precisamos corrigir algumas coisas e estamos fazendo".


Corinthians despencando?


"Talvez porque eu conheça um pouco de futebol, né? (risos). Mas também falei que não adianta o Corinthians tropeçar e a gente também. E falei isso para o meu grupo. Para o Corinthians foi ótimo. Perderam, mas nós também, então é uma rodada a menos".


77676