por ​Aline Nastari


Início em um novo clube, três meses disputando competições e ritmo de jogo adquirido. Normalmente, esta é a descrição de um início de temporada, mas, para o goleiro Diego Alves, do Flamengo, significa os últimos momentos de 2017. Ao Esporte Interativo, o camisa 1 falou sobre o início no Rio de Janeiro, comemorou a adaptação rápida e lamentou o fim do ano no "melhor momento" pela equipe.


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"Eu conheço o meu corpo, sei o momento que eu posso começar a render mais. Sabia que iria demorar pelo menos um mês para me adaptar, ganhar força. Foi no dia 30 que fiz o meu primeiro jogo contra o Corinthians, só 15 dias (de preparação. No meu melhor momento, vai acabar o ano, é uma pena. Espero terminar bem a temporada, começar uma pré-temporada nova e começar o caminho normal de qualquer jogador na temporada", disse.

Esporte Interativo: Um dos fatores mais comentados no Flamengo é a pressão. Como está se adaptando neste contexto do clube?


Diego Alves: "Quando vim para o Flamengo, já sabia. Sei da gradeza do Flamengo, dos 40 milhões de torcedores espalhados por todos os lados. Isso leva um peso, e ainda mais para o goleiro, que tem mais responsabilidade ainda. Pela expectativa que todos colocaram pela minha chegada, sabia que poderia ser difícil. Cheguei com uma cobrança de pegador de pênaltis, que não poderia entrar nenhum pênalti. No primeiro que eu tomei, muita gente falou. Isso é normal. O Flamengo gera muito debates por tudo que aporta. Vim com a cabeça preparada".


EI: Por falar nesta "marca" de pegador de pênaltis, é algo que te incomoda?


DA: "Não que me incomode, mas sabia que teria o oportunismo com essa situação. Em 10 anos de Europa eu não fiquei pegando pênalti. Joguei 10 anos em alto nível. Antes do Diego pegador de pênaltis vem o Diego goleiro. Estou mostrando o Diego goleiro, que pode ajudar o time. É um quesito a mais. Não podemos deixar isso na frente. Senti isso por parte da imprensa. Não me incomodou porque preparei a minha cabeça para isso".


EI: Mesmo com menos de quatro meses de casa, muitos torcedores já te pedem como capitão. Conseguiu mostrar liderança rapidamente?


DA: "Sempre tive esse jeito de tentar me comunicar e ajudar. Foi assim no Atlético-MG, quando comecei, até ir ao Almería, ao Valencia e ao Flamengo. A comunicação é muito importante, e nós, goleiros, temos uma visão privilegiada do campo. Tento aproveitar esse ponto a favor para me comunicar. O elenco do Flamengo tem jogadores de experiência, que conhecem muito mais a casa. Fico feliz pelos torcedores terem essa imagem minha".

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EI: Ainda sobre esse clima dentro do clube, como foi durante a Copa do Brasil? Você não pôde jogar e viu de fora muita pressão em cima dos companheiros, como Alex Muralha e Thiago.


DA: "Eu vi de fora e sofri junto. O Alex eu já conhecia, bem antes de jogar no Figueirense. Foi um momento difícil não só para eles, mas para mim. A gente vê o trabalho e as pessoas que são honestas. E muita gente aproveita para fazer um barulho que não existia. A crítica sempre existe, mas a falta de respeito é acima. E neste momento houve uma falta de respeito. Eu percebi que foi ruim para nós".


EI: Sentiu-se pressionado também?


DA: "Não me senti pressionado. Senti que havia oportunismo de certas pessoas, que estavam faltando o respeito em determinado momento. Aí já não é o jogador de futebol, mas a pessoa. Somos jogadores, pessoas, maridos, pais de família... Então, acho que tem que haver respeito e consideração à pessoa. Acho que foi um pouco acima e tiveram até criatividade para agredir moralmente os jogadores. Foi um momento de instabilidade e foi ruim para todos nós".


EI: O que você acha que precisa fazer diferente para conseguir uma vaga na Copa do Mundo?


DA: O trabalho tem que seguir sendo feito da maneira que é feito. Atuar com regularidade, poder ajudar o time e a opinião do treinador é a mais importante. Independentemente de estar ou não na Seleção, o meu pensamento prioritário é estar no Flamengo. Eu não vim para me destacar para a Seleção. Vim para me destacar no Flamengo e ajudar o Flamengo. Se der para fazer parte da Seleção, ótimo. Senão, vou seguir meu trabalho da melhor maneira para ajudar o clube que assinei contrato por três anos".


EI: Ainda tem esperança?


DA: "Até que não se defina tudo e tenha a lista final, vamos trabalhar. Primeiro, para ajudar o meu clube. Todo jogador tem objetivos e fazer parte de um Mundial é um dos meus objetivos. Participei das seleções de base, dos Jogos Olímpicos. Pelo meu currículo, pela minha história, seria legal participar de um Mundial. Mas, respeito a opinião do treinador e sei que ele tem as opções dele e os jogadores de confiança".


EI: Qual é o maior foco do Flamengo nesta reta final?


DA: "Não estamos na posição que queríamos. A Sul-Americana é uma válvula de escape. O Brasileiro acaba antes da Sul-Americana e, se depender somente da Sul-Americana e não tiver a vaga pelo Brasileiro, pode sair também na Sul-Americana, não ser campeão e ficar sem a Libertadores. Nos encontramos em dois caminhos e o Brasileiro é um caminho que a gente quer fechar o ano com a vaga. O objetivo do clube é o G-4, mas tem as outras vagas até o G-7. Queremos terminar o mais perto possível para garantir essa vaga direta".


Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images e Gilvan de Souza/Flamengo

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