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1/5/1970 - Brasil é a primeira seleção a embarcar para a Copa. E seria a última a deixar o México

Grande festa da torcida no Galeão para a despedida da delegação, com mais de um mês para começar o Mundial. "A melhor coisa para a Seleção foi deixar o Brasil", profetizava Nelson Rodrigues. "Terminou o exílio do escrete".

Por Mauro Beting

1/5/1970 - Brasil é a primeira seleção a embarcar para a Copa. E seria a última a deixar o México(Delegação brasileira embarca para o México)

1/5/1970 - Brasil é a primeira seleção a embarcar para a Copa. E seria a última a deixar o México | Delegação brasileira embarca para o México

Reunião no quarto de Pelé na segunda-feira, antevéspera de Brasil 1 x 0 Áustria (a melhor atuação da Seleção nos preparativos para a Copa). Não por acaso, nos 22 minutos em que Clodoaldo, Gérson e Rivellino fizeram o meio-campo, Pelé quis jogo mais atrás do mais enfiado Tostão, e Jairzinho entrou muito bem a partir da ponta-direita.

Na reunião dois dias antes da partida, Pelé, Carlos Alberto e Gerson chegaram a um consenso que já tinham na cabeça: sim, Ele e Tostão podiam jogar juntos - como atuaram com Saldanha, e como não queria Zagallo; sim, Rivellino entraria no time no lugar de Paulo César - que não estava bem.

Foram duas horas de conversa. Saíram de lá e pediram para conversar com Zagallo. Òtimo de papo e naquele tempo bastante aberto ao diálogo com seus jogadores (o que não aconteceria em 1974), Zagallo não demorou muito tempo a ser convencido pelos atletas. Ao menos para aquele último jogo no Rio.

"Não sou burro e não sou teimoso".

Ainda bem.

Começari ali a ser desenhado o Brasil campeão em 21 de junho.

Naquela sexta-feira à noite de feriado pelo Dia do Trabalho, a Seleção embarcou para o México. Jogadores se encontraram diretamente no aeroporto do Galeão. Pelé veio em um avião particular trazendo Edu, Clodoaldo e Joel, companheiros de Santos.

O apoio que havia faltado em muitos amistosos e muitas críticas da imprensa se viu no aeroporto.

Ainda que não poucos continuassem martelando a comissao técnica. Dirigentes do Internacional seguiam fulos da vida com o doutor Lídio de Toledo, que cortara ainda em fevereiro o zagueiro Scala.

Para o médico da Seleção, ele só conseguiria retornar aos campos no final da Copa. Mas já tinha atuado na véspera pelo Colorado.

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