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20/4/1970 - Rogério corria o risco de ser cortado

O Brasil estrearia em 3 de junho no México e ainda não sabia qual seria o ponta-direita e o centroavante da equipe de Zagallo, que ainda não tinha acertado a mão  e aquipe em um mês de trabalho

Por Mauro Beting

Manoel Maria era ponta-direita do Santos e estava na relação dos 40 pré-inscritos para a Copa de 1970

Manoel Maria era ponta-direita do Santos e estava na relação dos 40 pré-inscritos para a Copa de 1970

Rogério era mais problema médico do que Tostão. Não se esperava o corte do genial cruzeirense. Mas para substituir o ponta-direita botafoguense, com lesão muscular na coxa direita, já se cogitavam nomes. Depois do treino de sexta, antevéspera do amistoso contra a seleção mineira, Zagallo pediu informações a Pelé a respeito do santista Manoel Maria. Outro nome especulado era de Vaguinho, do Atlético Mineiro.

Os dois pontas estavam na lista de 40 convocáveis entregue à Fifa, como era norma, então. Dos que não estavam treinando com Zagallo, ainda compunham essa pré-relação o goleiro Cao (Botafogo), o lateral-direito Eurico (Palmeiras), os zagueiros corintianos Ditão e Luís Carlos, os zagueiros americanos Alex e Zé Carlos, o lateral-esquerdo Rildo (Santos, que tinha sido titular com Saldanha nas Eliminatórias de 1969); o volante Carlos Roberto (Botafogo), os meias Edu e Sérgio (América do Rio); e o centroavante Claudiomiro (Inter).

A mais sentida ausência entre os 40 era Ademir da Guia, do Palmeiras. Mas ele mesmo admite ainda hoje em 2020 que não estava tão bem em 1970 (mesmo tendo sido campeão e craque do Robertão de 1969). "Eu merecia mesmo é ter jogado a Copa de 1966"). O zagueiro colorado Pontes e o lateral-esquerdo Oldair, do Atlético Mineiro, eram outros nomes que muitos queriam ao menos entre os 40 de Zagallo.

Um jogador já estava descartado para a viagem ao México. Leônidas, do Botafogo. O zagueiro tinha sido cortado em primeiro de abril por lesão. "Mas vou mostrar que tinha condições físicas de estar na Copa".

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