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20/5/1970 - Defensores pediam mais marcação no meio-campo

Confusão tática nos 5 a 2 contra o León expôs a defesa que ainda batia cabeça. O Brasil estrearia em 3 de junho na Copa de 1970

Por Mauro Beting

Clodoaldo seria o camisa 5 do no tri no México

Clodoaldo seria o camisa 5 do no tri no México

A troca do sistema de marcação por Zagallo no amistoso de domingo contra o frágil León ainda era discussão na quarta-feira na concentração brasileira.

Piazza: "eu não sabia se ia ou se ficava na defesa. Ficou confusa a marcação pela troca do sistema por zona pelo individual".

Marco Antonio: "pessoal do meio precisa marcar mais. Sobrou várias vezes eu contra dois mexicanos".

Questionado também a respeito disso, Zagallo disse que os jornalistas sentiam "saudades do 4-2-4". O esquema usado por João Saldanha até ser demitido, em 17 de março de 1970. "Eu adoraria que aqui estivesse alguém que realmente entendesse de futebol para me ajudar a buscar soluções táticas para a Seleção".

Gérson ainda era dúvida para a estreia, por causa da lesão muscular na coxa. Mas a tendência era que estivesse apto.

O problema para o amistoso final contra o Irapuato era Paulo César Caju, seu substituto, que havia se lesionado no treino. A opção natural seria a entrada de Edu na ponta-esquerda, mais aberto e ofensivo, com Rivellino mantido mais atrás, na função de Gérson, dando um pé a Clodoaldo.

Mas Zagallo pretendia manter um time mais próximo do 4-3-3 do que do 4-2-4 de Saldanha. Por isso a opção seria recolocar Piazza como volante, na sua posição, liberando um pouco mais Clodoaldo para fazer a transição. Desse modo, Zagallo aproveitaria para dar mais ritmo de jogo para Fontana ao lado de Brito, na zaga canarinho.

Félix foi poupado nos treinos: dores musculares. Ele não estava bem. Ado também não vinha treinando bem. Leão estava melhor condicionado, também porque era muito melhor tecnicamente. Mas era o mais jovem dos três goleiros brasileiros. O último chamado. E seguia como terceria opção de Zagallo.

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