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24/5/1970 - Brasil 3 x 0 Irapuato

Seleção ganhou o último amistoso antes da estreia na Copa, em 3 de junho. Defesa instável, mas ataque melhor mesmo com as mudanças.

Por Mauro Beting

Rivellino na última partida antes da Copa

Rivellino na última partida antes da Copa

Não foi difícil, e foi bom o último amistoso contra o Irapuato reforçado (pero no mucho) com atletas de outras equipes. O melhor da partida imediatamente anterior ao começo da Copa foi que ninguém saiu lesionado da equipe de Zagallo.

O primeiro tempo foi mais complicado do que o esperado. Também por alguns erros entre Brito e Piazza que bateram cabeça contra frágil rival. Mas nada que tirasse o otimismo da comissão técnica e elenco.

Rivellino voltou a ser o melhor brasileiro, mesmo na primeira etapa, quando teve que fazer mais atrás o papel do lesionado Gérson. Paulo César Caju não conseguiu ser nem o meia por dentro e nem alternativa mais aberta pela esquerda.

A Seleção mudou no intervalo. E para melhor. Jairzinho foi poupado. Edu entrou primeiro pela direita e depois foi cair na dele, aberto na ponta-esquerda, com PC mais por dentro, como meia pela direita, e rendendo mais.

Fontana e Everando substituíram bem Piazza e Marco Antonio, como se esperava.

Roberto Miranda entrou no lugar de Pelé depois de o Rei receber uma entrada muito forte em sua centésima partida pelo Brasil.

Carlos Alberto voltou a ter problemas defensivos. Zé Maria entrou voando também no ataque e foi muito bem.

Pelé foi muito aplaudido todo o jogo, depois de receber homenagem da CBD e de mexicanos pela centésima partida pela Seleção. Ele marcou o gol brasileiro aos 12 minutos da segunda etapa, em jogada criada por Rivellino. Aos 38, o seu substituto ampliou: Roberto finalizou grande lance de Zé Maria.

O último gol foi de Rivellino, aproveitando rebote do goleiro depois de chute de Paulo César.

João Saldanha foi mais incisivo em sua crônica em O GLOBO: "O futebol moderno não pode admitir que um jogador do meio seja um voltador oficial. Toda a equipe precisa voltar em bloco. Nâo só de um lado. Não pode ser sempre o Paulo César".

Em um ponto Zagallo e seu antecessor Saldanha concordavam: a fase e a marra de Marco Antonio: "está com uma máscara do tamanho de um bonde. Além disso creio que está machucado".

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