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A Porta da Esperança da mãe de um campeão

Ele foi profissional por 23 anos (e que carreira profissional) para mostrar a quem mais confiou nele que a porta que abriria um novo caminho para a vida da família estava dentro de casa.

Por Mauro Beting

Zé Roberto, pais e avó

Zé Roberto, pais e avó

Silvio Santos teve um quadro clássico na televisão brasileira, entre tantas obras do apresentador. A Porta da Esperança, que foi ao ar entre 1984 e 1996 - e está para voltar ao ar.

O telespectador mandava uma carta para a produção que se virava para reaizar o desejo manifestado. Quase sempre dava certo. Alguma empresa bancava a conta.

Normalmente passava no SBT nos finais de tarde de domingo. Depois do futebol da Globo e da Band.

Sucesso de público. Sobretudo na única casa sem porta e trancada por um bujão de gás no Parque Guarani, zona leste paulistana. Chão de terra batida, janelas quebradas,  Maria Andrezina adorava ver o programa de Silvio nas poucas horas de folga que os dois empregos, os cinco filhos e o marido ausente davam.

"Ela sempre falou que iria escrever uma carta pro programa do Silvio Santos para pedir material de construção para completar e reformar a casinha onde a gente morava. Eu nunca falei pra ela. Mas dizia para mim mesmo que eu seria a esperança dela quando eu virasse jogador de futebol.  Isso sempre me estimulava a me superar nos treinos e jogos. Me esforçar ainda mais. Manter o foco".

Maria Andrezina nunca mandou a carta. Mas o filho Zé Roberto construiu muito mais do que uma casa melhor.

Ele abriu portas e portões de estádios numa carreira brilhante como a vida de superações.

História que ainda este ano eu e Zé Roberto vamos lançar na nova autobiografia que estou escrevendo.

Como diria ele próprio: "u-hu, Zé Roberto é animal!"

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