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A metamorfose Neymar

Ele é julgado e rotulado desde sempre. Nessa temporada, porém, Neymar passou por turbulências e transformou a vontade de ir embora em estímulo para fazer história

Por Bruno Formiga

A metamorfose Neymar

A metamorfose Neymar

Neymar deu (mais uma) volta por cima. Reverteu parte da antipatia e transformou a reta final de Champions League em clima de Copa do Mundo. Tudo porque a bola (e apenas ela) passou a falar mais alto.

A temporada 2019-2020 começou com cara de despedida. Ele deixou claro: Não queria jogar no PSG. E boa parte da torcida também já não o queria ali. O desgaste era mútuo. E a relação, protocolar. 

O único jeito era "falar menos e jogar mais". 

A frase foi do próprio Neymar, que novamente sofreu com lesões, incertezas e rejeição. Um cenário ainda pior para um ambiente tão ruim.

Só que a bola sempre prevalece. 

E nela, Neymar não deixa muita margem para críticas. A verdade é essa. O alto nível vem desde 2010, no mínimo. É curva crescente em desempenho técnico, físico e tático - como a temporada atual deixa bem evidente. 

Neymar faz um papel de 'playmaker' espetacular. O um contra um está mais coletivo, o passe ainda mais apurado. E o foco e confianças absurdos. A receita só pode terminar em um desempenho encantador e decisivo. Fundamental, por sinal, para a final inédita do PSG em uma Champions League. 

Com a bola gritando, Neymar recuperou uma imagem que em algum momento foi arranhada por aqui. O menino que era sorriso virou, por um tempo, exemplo de polêmica e problema. Críticas por vezes desproporcionais. 

Mas agora Neymar virou meme pelo estilo, pelas tiradas, pelas músicas. E pelo futebol. Viralizou de novo pelo que acontece em campo. 

E no campo ele é f@#%.

Simples assim.

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