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Ainda somos muito bons - lá fora

Pé de obra qualificado ainda temos. Mas não temos times e clubes no Brasil à altura deles.

Por Mauro Beting

Ainda somos muito bons - lá fora

Ainda somos muito bons - lá fora

O futebol no Brasil vive os piores momentos do século (qualquer um), mesmo com um time histórico como o Flamengo de JJ de 2019, e o de Dome que vai se fortificando em 2020.

Mas o futebolista brasileiro ainda é o cara - e não só Neymar, que só perde para os estratosféricos Messi e Cristiano Ronaldo.

Veja os times escalados do jogo muito interessante entre Real Madrid 2 x 3 Shakhthar Donetsk, na estreia infeliz de Zidane na Champions no estádio Alfredo Di Stéfano. Eder Militão e Marcelo (ainda que não sendo mais Marcelo...) ali atrás, Casemiro na frente deles, Rodrygo abrindo o jogo que parecia perdido (como foi) até Vinicius Jr marcar um gol em 14 segundos. Outro talento que veio do banco que só não tem Reinier pela limitação de extracomunitários merengues. E esses três não têm 21 anos.

Do lado vencedor, mais uma vez como bem acontece há mais de década, o clube ucraniano foi liderado pelo naturalizado Marlos. Com Dodô, o ótimo Maycon, Marcos Antonio jogando muito, Dentinho, o Tetê que já brilha sem ter sequer estreado pelo Grêmio, e Vitão e Marquinhos Cipriano ainda no banco...

É muita gente jovem. Promissora. Para não dizer realidade.

Alguns que a gente nem conhece. Ou nem reconhece.

Mas que a gente precisa elencar não para bater no peito e falarmos que ainda somos foda. E sim apenas para entender que temos a necessidade de repensar o que fazemos por aqui. Ou eles fazem por lá.

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