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Aldir Blanc porta-voz do Brasil e porta-Vasco da Colina

O país perde uma de suas melhores letras, cabeças, corações. O Vasco perde um de seus maiores porta-vozes, porta-Vasco desta nau sem comando.

Por Mauro Beting

Aldir Blanc foi viítima do Covid-19

Aldir Blanc foi viítima do Covid-19

Caía a manhã feito um tributo
E um sóbrio trajando a faixa me lembrou um palhaço
A lua, tal qual o dono de um congresso
Pedia a cada nota fria um brilho de ordem e progresso
E nuvens, lá no mata-borrão do SUS
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o atlético com chapéu-coco
Batia continências mil pra noite do Brasil, acima de tudo, Brasil.
Que sonha com a volta do irmão do Henfil, com a volta do Henfil, con a volta do Brasil.
Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete. Com tanta gente que volta num foguete sem rabo.
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarices e Monicas e Marielles no solo do Brasil
Mas sei, que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista tem que continuar

Continue, Aldir Blanc.

O show tem que continuar como a sua obra.

Teu Vasco te espera.
Teu Brasil te venera.

Em verde da esperança.
Em amarelo que é sinal
Em Blanc que é paz.

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