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Apoteose de Bruno Guimarães

Meia brasileiro estreia na Liga dos Campeões com a naturalidade de quem estava jogando uma pelada com os amigos

Por Vitor Sérgio Rodrigues

O destino de Bruno Guimarães na janela de janeiro virou uma espécie de novela. Estava acertado com o Atlético de Madrid, esquentou demais com o Benfica, mas acabou no Lyon, “seduzido” pelo projeto apresentado por um ex-meia como ele, Juninho Pernambucano, hoje diretor do time francês. Após a estreia do ex-jogador do Athletico Paranaense na Liga dos Campeões, a sensação é de que foi uma boa escolha.

Bruno Guimarães foi um grande destaque da vitória do Lyon por 1 a 0 sobre a poderosa Juventus, no jogo de ida das oitavas-de-final do maior torneio de clubes do mundo. O brasileiro jogou como o primeiro volante do time francês, numa função muito parecida a exercida na seleção pré-olímpica no mês passado e foi muito bem. Foi quem mais acertou passes, quem mais interceptou bolas, o segundo que mais tocou na bola e o que mais ganhou disputas individuais no time francês. Protegeu a sua área, ligou os setores do time e ainda apareceu na frente para finalizar. Além disso, deu um balão lindo em Cuadrado.

Mas além das estatísticas, o que mais me chamou a atenção em Bruno Guimarães foi a personalidade com que atuou na sua primeira partida pela Champions. Tendo chegado agora no clube, contra um time que briga para ser campeão do torneio, tendo Cristiano Ronaldo do outro lado, Bruno jogou com uma naturalidade espantosa. E não tem nenhum relação com eu não conhecer o jogador por ele vir do Athletico (comentei vários jogos do Furacão no Brasileiro, além de elogiar demais o jogador desde o início de 2018). Mas só quem é diferente encara um desafio desse com essa tranquilidade.

É só o início da carreira europeia de Bruno Guimarães, mas ter uma personalidade como a demonstrada nesta noite no Estádio Groupama é um pré-requisito para o meia brasileiro alçar voos maiores.

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