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Bons alunos e a turma do fundão da picada

Meu Deus... Nosso diabo...

Por Mauro Beting

Professor Aloprado. Mais aloprado do que professor

Professor Aloprado. Mais aloprado do que professor

"Bom aluno que estudou para a prova chega para fazê-la. Mas o aluno que não estudou quer adiá-la".

LOPES, Rubens. Presidente da Ferj.

A metáfora usada pelo cartola explicita que, para ele, Fluminense e Botafogo são alunas relapsos e que não se prepararam para as provas que ainda restam. E por isso só querem voltar a campo em julho. Já os demais que pretendem jogar amanhã pela Taça Rio são exemplares. Mesmo tendo voltado aos trabalhos antes do prazo determinado não pela diretoria da escola. Mas pelas autoridades desrespeitadas. O que seria motivo de suspensão. Virou medalha de honra ao mérito.

O cartola não é o único morador nessa terra plana desterrada de dirigentes que não dão bola à humanidade. Mas é uma das faces sem face up do que temos pululando como números de casos de Covid-19: gente que trabalha para melhorar apenas nossa sobrevivência. Ainda que possamos ter mais gente sem vida.

O mais triste da frase que reflete a falta de tudo é que ainda compara a corajosa "covardia" de não ir a campo como se fosse falta de educação. O que mais se tem em quem força a barra. Como se falta de respeito. O que mais se tem em quem desrespeita as normas e prática sanitárias. Como falta de companheirismo. O que mais se tenta ao só entrar em campo quando possível.

Botafogo e Fluminense não têm mesmo dinheiro. Mas isso não pode jamais justificar o injustificável pelo outro lado. Porque o Vasco também não tem e foi na do Flamengo de modo tão absurdo e abjeto no retorno precipitado às atividades.

Só não é inacreditável porque nada mais é incrível neste país.

Mas não é possível que a direção perigosa e desgovernada do futebol do Rio não ouça cinco minutos de um preparador físico, de um fisiologista, de algum cientista do esporte para saber que é outro crime voltar a campo com menos de 10 dias de treino.

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