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Brasileirão 2020 pode perder uma vaga na Libertadores

Conmebol pretende tirar uma vaga do Brasil e da Argentina na Libertadores para ter os clubes mexicanos de volta ao torneio

Por Vitor Sérgio Rodrigues

A fartura de vagas para a Libertadores via Campeonato Brasileiro pode sofrer um baque a partir do torneio de 2020. A Conmebol estuda tirar uma vaga de Brasil e Argentina na principal competição de clubes do continente para acomodar a volta dos clubes mexicanos na Libertadores de 2021. É a informação apurada pela reportagem do Esporte Interativo após contato com um dirigente da entidade sul-americana. 

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Brasileirão pode perder uma vaga pra Libertadores em 2020

A Conmebol já iniciou tratativas com a federação mexicana para o retorno dos clubes do país da América do Norte, que deixaram o torneio quando a Libertadores passou a ser disputada durante todo o ano, em vez de apenas no primeiro semestre (ia no máximo até julho). A Conmebol está de olho no dinheiro que as TVs e patrocinadores do México podem trazer para seu torneio e desde o ano passado vem tentando viabilizar isso. Segundo a imprensa mexicana, o assunto esquentou neste semestre.

Para incluir os dois times mexicanos, a Conmebol quer tirar uma vaga do Brasil e uma vaga da Argentina na Libertadores de 2021. Isso impactaria que o Campeonato Brasileiro de 2020 tivesse um G-5 em vez de um G-6, como no atual (considerando que a CBF iria tirar essa vaga perdida do Brasileirão, mantendo a classificação do campeão da Copa do Brasil).

Na Conmebol há o pensamento de que Brasil e Argentina foram privilegiados com a expansão da Libertadores (de 38 para 47 clubes, contando todas as fases prévias). Na ocasião, o Brasil subiu de cinco para sete vagas, enquanto a Argentina pulou de cinco para seis. Se em um mesmo ano o campeão da Libertadores e da Sul-Americana foram brasileiros, no ano seguinte seriam nove clubes do país no torneio.

A Conmebol não tem tocado no tema publicamente porque espera que a CBF e a AFA (Associação do Futebol Argentino) irão reclamar demais em perder uma vaga. Mas a Conmebol não quer se desgastar com as federações dos outros países (que também contam um voto na eleição), que só têm quatro clubes no torneio e por isso confia que convencerá brasileiros e argentinos.

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