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Corinthians manda embora quem nunca foi mandado pra fora

O tempo não dá tempo a ninguém. Mas respeito se dá sempre em qualquer tempo

Por Mauro Beting

Quando Ralf chegou ao Corinthians, em 11 de dezembro de 2009, ele não era mais um garoto. Tinha 25 anos. Rodou por algumas equipes e não teve trabalho de base. Era mais uma aposta para suceder Cristian, negociado meses antes com a Turquia.

No Barueri tinha feito bom papel. Mas não se dava muita bola a ele. Tirou as fotos de praxe na apresentação com a discrição com que tiraria as bolas à frente da meta. Era uma aposta para compor o elenco no ano do centenário corintiano.

Virou um dos mais importantes volantes em 110 anos de Corinthians. Ligado em 220. Atenção 100%. Comprometimento igual. Lealdade em campo rara. Mesmo volante, mesmo em equipes mais combativas, compactas e equilibradas graças a ele, nunca foi expulso pelo Corinthians. Como pareceu ter sido agora.

Faltou mais cuidado e zelo com quem sempre teve cuidado e zelo. Provável que não jogasse mais tão bem e eficiente. Poderia ser útil na zaga. Como não vinha sendo mais Jadson, muito mais jogador, mais talentoso, igualmente vencedor e histórico como foi no BR-15. Mas rendendo bem menos nos últimos tempos. Algo que não se pode dizer de Ralf. Sempre eficiente.

Último dos moicanos e corintianos na função. Mas que sempre será dos primeiros na execução dela. Também por isso poderia ter sabido antes de sua saída.

Tiago Nunes é obrigado a fazer escolhas. Compreendo as dele. Mas não o timing. Ainda mais para a dupla que fez demais pelo Timão.

Se chegou discretamente há 10 anos no Corinthians, Ralf tinha que sair com mais atenção e cuidado.

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