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Desafio ao canarinho

Brasil só empata com Nigéria no horário em que na minha juventude eu via na várzea o Desafio ao Galo 
 

Por Mauro Beting

Casemiro marcou o gol de empate contra a Nigéria(Lionel Ng / Getty Images)

Casemiro marcou o gol de empate contra a Nigéria | Lionel Ng / Getty Images

Domingão de sol, 9 da manhã horário de Brasília, Seleção que não ganha havia três partidas, Nigéria jovem, em Singapura, e ainda com Neymar sentindo a coxa e saindo com menos de 10 minutos...

Não era mesmo para ver. E o Brasil fez tudo que se pede para não ser visto. Primeiro tempo para voltar a dormir como a equipe até o gol africano, numa arrancada área adentro brasileira de corar consciências. Casemiro e Artur afundados entre nossos zagueiros venda a banda passar, Marquinhos dando as costas ao meia nigeriano, o time de Tite meio que dando de ombros para tudo. 

Depois do intervalo, o treinador sacou quem mais queria jogo (Cebolinha) e abriu Richarlison pela esquerda, mas caindo por dentro, dando o corredor para Renan Lodi pouco acrescentar. À direita, Gabriel Jesus seguiu mais vivo como todo o Brasil. Melhor do que o pálido Firmino e do que o perdido Coutinho, que não era o ponta-de-lança do 4-2-4/4-4-2 brasileiro, nem um armador para dar um pé aos distantes Artur e Casemiro. 

O volante do Madrid ainda foi à área empatar depois de cruzamento. O Brasil melhorou com o recuo rival. Chegou mais vezes contra os pirulões da zaga adversária. Mas o goleiro titular Uzoho foi monstro até se lesionar na única falha. Teve de sair. Mas o Brasil seguiu sem saber entrar. 

Demorou para Gabriel Barbosa ter a chance merecida. E demorou para ele se entender com um time que não conseguiu entreter a torcida que não foi em grande número. E não viu o Brasil em grande jornada. Mais uma vez. 

Serviu pouco como experiência. Nem para grade de transmissão. 

Apenas para pressionar Tite que ainda não achou o time e não reencontrou o futebol.

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