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Desvalorizado Cruzeiro

Não foi Adilson. Quem será?

Por Mauro Beting

Adilson Batista não é mais treinador do Cruzeiro

Adilson Batista não é mais treinador do Cruzeiro

Mano Menezes era sinônimo de estabilidade no Cruzeiro. Por ele e pelo clube. Depois da saída, em pouco mais de quatro meses, Rogério Ceni foi derrubado pelos atletas, Abel Braga pelos resultados, Adilson Batista derrubado e rebaixado por tudo que não rolou. E seguiu sem solução em 2020. Com ainda menos elenco. Com ainda menos recursos de toda sorte e azar. Com muito menos Cruzeiro em tudo.

A situação do time e do treinador é péssima. Perdeu para o Coimbra por 1 a 0 no Independência. Uma vitória em 9 jogos. O Cruzeiro está fora da zona de classificação do MG-90. Na semana anterior perdeu em casa para o CRB por 2 a 0, na terceira fase da Copa do Brasil, torneio que joga e ganha como nenhum outro clube no país.

Como nenhum outro grande caiu em situação tão deplorável na história. Nem o Fluminense que caiu duas vezes para ser só rebaixado em 1997 para conseguir ainda cair para a terceira no Série B de 1998 tinha uma crise institucional tão deplorável. Tão desesperançada.

Adilson tem enorme carinho pelo clube. E precisa ser recíproco. Foi ótimo zagueiro. Teve um ótimo trabalho como treinador vice-campeão da Libertadores em 2009. Um dos caras que mais conhecem futebol e mais estudam. Sério. Muito sério.

Por isso precisa ser ouvido. Ainda mais quando coloca que o conselho gestor está palpitando demais. Não tem uma pessoa para centralizar as decisões do futebol. E que a desgovernada direção anterior deixou o elenco mandar e desmandar no clube. Adilson falou com todas as letras que o grupo rebaixou o clube e demitiu os três antecessores dele.

Era o que se sabia e se imaginava. Parte dessa banda já deixou o Cruzeiro, e o deixou assim.

Agora é achar o remédio que parece que não virá da base. Agora é encontrar o dinheiro que não cairá do céu.

Agora é juntar os cacos que os craques não terá para subir o clube.

Não dá nem pra pedir que volte campeão da B. Retornar em 2021 já será o máximo possível para a condição abaixo da mínima em que deixaram o clube.

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