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Dia da Liberdade de Pelé, Garrincha, Leônidas, Zizinho, Ronaldos, Romário, Domingos...

Dia da Abolição da Escravidão. Dia de reverenciar o futebol que também é pentacampeão mundial pelos negros, mulatos e cafuzos campeões.

Por Mauro Beting

O Diamante Negro Leônidas da Silva

O Diamante Negro Leônidas da Silva

Definir a própria cor da pele é um direito individual. Tem quem luta por ela, tem quem não dá bola, tem quem esconde, tem quem foi obrigado a escamotear, tem de tudo quando não deveria ter questão alguma.

Mas os cinco canecos brasileiros são muito filhos da África. Como Pelé. Mané. E outros que não foram campeões mas também têm origem africana nesse caldeirão brasileiro que faz a fina receita de africanos, europeus e americanos e, em breve, asiáticos para conquistar o mundo que é um só. E será ainda melhor e maior quando mais gente puder escalar mais equipes como essas todas.

Está também mais difícil para o Brasil ganhar de todo mundo porque quase o mundo todo tem cada vez mais gente de todo o mundo. A França bicampeã de 2018 era essa salada que enriquece qualquer receita. Como sempre foi o Brasil. Como mais países conseguem ser pela migração.

Hojé é 13 de maio. Dia da libertação dos grilhões a princípio em todos os grotões. Ainda que tenha demorado para dar jogo. Bangu foi precursor na escalação de negros em sua equipe há pouco mais de 110 anos. Vasco abriu as portas para ser campeão do Rio em 1923 porque eram bons de bola, eram mais baratos, e também o clube peitou a elite dominante que impedia negros em campo.

Clubes como Palestra Italia, Inter e Grêmio demoraram a escalar negros nos seus times principais. Mas todos eles depois superaram o crime inominável. Como o Grêmio de Ronaldinho, como o Inter de Tesourinha, como o Palmeiras que tem seu maior craque filho do Divino Mestre Domingos da Guia. Negro como Leônidas, o primeiro artilheiro do Brasil em Copas.

Diamante Negro. Deu nome ao chocolate. Deu a bola para romper preconceitos.

Ainda tem muito chão a vencer. Sobretudo em um mundo em que o preconceito ainda desgraça e ainda tira de campo e do sério muita gente.

Não é so 13 de maio. Mas é pra sempre a data para dar um bico no preconceito.

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