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La Brujita Verón: hoje, 14h, no FORA DE JOGO no Instagram do Esporte Interativo

Vamos bater bola com um monstro. Filho de outro. Tetracampeões da América na live do EI.

Por Mauro Beting

La Brujita Verón: para mim, o melhor do mundo em 2001

La Brujita Verón: para mim, o melhor do mundo em 2001

"No creo en brujas, pero que las hay, las hay"' é um ditado castelhano famoso até aqui no Brasil. Como palmeirense que sou, jornalista também por isso, eu acredito em bruxas desde que eu tinha dois anos. Quando o atacante Juan Ramón Verón acabou com meu time na final da Libertadores de 1968. E não só o meu. Em Old Trafford, na decisão do Mundial, LA Bruja Verón fez o gol do empate do título intercontinental do Estudiantes de la Plata contra o Manchester United de Bobby Charlton.

Clube que seria tricampeão da Libertadores em 1969 e 1970 graças a Verón.

Os pincharratas que voltariam a ganhar uma Liberta em 2009. No Mineirão. Vencendo o Cruzeiro de virada. Guiados po rJuan Sebastian Veron. La Brujita. O filho do tricampeão Juan Ramón.

Pai e filho tetracampeões da América. Filho que desde 2014 também é presidente do Estudiantes.

Não há na história sul-americana uma família tão vencedora por um clube. No mundo, nenhuma tão identificada com uma camiseta que defendeu em campo e nas tribunas de honra.

E olha que La Brujita também jogou e muito por outros clubs e países desde 1993, quando começou no clube da família. Em 1996 jogou no Boca antes de ir pra Itália. Sampdoria e Parma até ser campeão italiano pela Lazio em 2001. Quando foi para o Manchester United como o jogador mais caro da Premier League. Na temporada em que teria meu voto como melhor do mundo da Fifa. 2001 em que brilhava jogando em todas e por todos na Argentina de Marcelo Bielsa.

Jogaria ainda no Chelsea e Inter de Milão até voltar a La Plata, em 2006, onde brilharia como campeão argentino e sul-americano pelo Estudiantes. Em 2013 resolveu jogar por um time amador local. Sempre fum profissional com espírito amador. Ou um amador com espírito profissional.

Voltou ao lar, Dulce lar para jogar mais uma temporada até 2014.

Virou presidente. E resolveu voltar a campo, em 2017. É o jogador argentino mais longevo a disputar a Libertadores, com 42 anos.

Esse é o resumo da história de uma família que desde 1962 tem um coração de Estudiantes. Mesmo servindo na Europa ou pela América, não dá para falar de Verón sem falar de Estudiantes.

Mas, com todo respeito ao clube pincharrata, quando se fala de Estudiantes, mais se fala dos Veróns.

 

Pai e filho de uma grande família.

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