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Messi, Cristiano e Romário. Nenhum foi fenômeno como Ronaldo

FIFA relembra estreia de Ronaldo pelo Cruzeiro e pergunta: “Já houve um jogador tão bom em idade tão jovem?”. A resposta é não!

Por Bruno Formiga

Ronaldo fez sua estreia pelo Cruzeiro em 1993(Divulgação)

Ronaldo fez sua estreia pelo Cruzeiro em 1993 | Divulgação

O perfil oficial da FIFA no Twitter lembrou neste 25/05 a estreia oficial de Ronaldo pelo Cruzeiro. E perguntou: “Já houve um jogador tão bom em idade tão jovem?”. A resposta, pelo menos na era moderna do futebol, é NÃO.

Sim. É isso mesmo. Goleadores como Romário, Cristiano e Messi não fizeram o que o Fenômeno, ainda sem o apelido, fez com 16 anos de idade. Em menos de um ano e meio de Cruzeiro foram 47 partidas e 44 gols oficiais (somando tudo, incluindo amistosos, como o de despedida, foram 58 jogos e 56 gols). Tudo impressionante para um garoto ainda tão novo.

Romário, por exemplo, estreou com 19 anos. E na primeira temporada meteu apenas 11 gols em 28 jogos. No segundo ano de profissional saltou para 29 gols em 48 jogos. Ou seja: Nos dois primeiros anos de profissional fez 40 gols em 76 partidas. Ronaldo fez mais em bem menos tempo.

Messi estreou no profissional em 2003, também com 16 anos. Mas entre idas e vidas no elenco principal, demoraria um ano para fazer o primeiro gol e se integrar de vez no time de cima. Cristiano, aos 17 anos, no Sporting, até começou bem. Mas os números foram discretos. Só foi engrenar mesmo no Manchester United, a partir de 2006, na sua quarta temporada oficial.

O ‘Menino Ronaldo’, como gritava o narrador Fernando Sasso a cada gol no Mineirão, estreou contra a Caldense, aproveitando uma brecha no calendário e o uso do time reserva (já que os titulares se preocupavam com a Copa do Brasil naquele momento).  Terminou o ano de 1993 com 20 gols em 21 partidas. Foi o destaque do Cruzeiro no Brasileirão, metendo 12 gols em 14 jogos e sendo o terceiro artilheiro do torneio.

Ainda na temporada foi o artilheiro da Supercopa da Libertadores com 8 gols.

Marcava de todo jeito. Até (muitos) de cabeça, requisito que ele mesmo reclamava não ser tão bom. Arrancada, carrinho, perna esquerda, perna direita. Parecia tão pronto tão cedo. Com muitos experientes no elenco, as cobranças de pênaltis também caíram no colo do moleque.

Na temporada seguinte, em 1994, Ronaldo manteve a postura. E foi o artilheiro do Campeonato Mineiro, com 22 gols. Acabou vendido para o PSV antes mesmo da Copa do Mundo, convocado por Carlos Alberto Parreira.

Deixou o Cruzeiro com uma média de quase um gol por jogo. Marcou em 21 adversários diferentes nesse período. Sofreram com ele equipes como Bahia, Atlético-MG, Colo-Colo, Botafogo, Flamengo, São Paulo, Inter, Nacional-URU e até mesmo o Boca Juniors.

Não eram só os números. Era a maturidade, o nível das atuações. Completamente descolado da concorrência e dos adversários.

De fato. Um fenômeno.

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