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Messi expõe, de novo, a diretoria do Barcelona

Capitão do time, Messi anunciou a redução salarial de todo o elenco do Barcelona. Mas alfinetou a diretoria do clube, expondo novamente que os jogadores não se sentem protegidos e amparados por quem manda

Por Bruno Formiga

Coube a Lionel Messi o papel de porta-voz do Barcelona para anunciar a redução de 70% dos salários dos jogadores durante este período de crise pela pandemia do novo Cornavírus. Um acordo que, somado também a doações do elenco, vai viabilizar o pagamento dos vencimentos de todos os funcionários do clube sem impacto ou perdas.

Pouco depois de Messi foi a vez de o Barcelona emitir um comunicado oficial reforçando todas as medidas expostas pelo camisa 10. 

A questão, porém, foi que Messi jogou, nas entrelinhas, alfinetadas importantes para cima da cúpula do Barcelona. Em um trecho da sua publicação, o argentino dexou claro que "não deixamos de nos surpreender que dentro do clube houve quem tratou de nos colocar em segundo plano e tentar colocar pressão sobre algo que sempre tivermos total noção de que faríamos". 

O trecho reforça o clima ruim que impera entre elenco e dirigentes. Em fevereiro, Messi já tinha se indisposto com Eric Abidal, diretor de futebol, durante a desgastante saída do então técnico Ernesto Valverde. Pouco depois veio à tona denúncias de que uma empresa de mídia digital teria sido contratada pelo Barcelona para fazer campanha virtual contra ídolos catalães e em apoio ao presidente Josep Maria Bartomeu

O Barcelona vive assim já tem um tempo. É um clube difícil e tenso. Além disso, não nada em dinheiro. Muito pelo contrário. Fatura uma fortuna e gasta outra (boa parte disso só com salários). Financeiramente não é saudável. O que salva é a bola do seu principal nome.

Mas até quando Messi vai ser suficiente para esconder que as bases que hoje sustentam o Barcelona são frágeis?

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