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"Método inglês" de VAR atrapalha na Champions

Aí está o perigo da FIFA permitir que as confederações apliquem o protocolo como quiserem.

Por Péricles Bassols

Ontem, em partida válida pela Champions entre Atalanta x Valência, o sexteto de arbitragem inglês, comandado por Michael Oliver, cometeu um grave erro no quarto gol do Atalanta. 
O atacante iličić se coloca em posição de impedimento, recebe um passe e abre a perna deixando a bola para o lateral Hateboer, que sai de posição legal para fazer o gol.

Como e por que um lance assim passa pelo VAR?

Normalmente seria um erro de conceito. Árbitro e VAR entenderam que o atacante em posição de impedimento não interfere em seus adversários, sendo que, claramente, interfere.

Eu atribuo este equívoco à maneira como a Premier League e seus árbitros tratam o protocolo. 
Na terra da Rainha eles evitam em demasia a ida até a ARA (área de revisão), na tentativa de agilizar o jogo. 
Um exemplo que tem gerado muitas polêmicas é quanto às marcações de pênaltis. Os árbitros acatam a decisão do VAR sem ao menos ir à ARA. 
Esta maneira de operar a ferramenta os levou, hoje, a um equívoco.
Fosse o árbitro convidado pelo VAR a analisar o lance, provavelmente eles teriam tempo de julgar melhor os elemento para esta decisão, que são, segundo a regra:
• impedindo um adversário de jogar ou de poder jogar a bola ao obstruir claramente sua linha de visão ou;
• disputando a bola com o adversário ou;
• tentando claramente jogar a bola que se encontre próxima de si e quando
essa ação causar impacto no adversário ou;
• praticando uma ação óbvia que tenha impacto claro na possibilidade de o
adversário jogar a bola.

Lendo os dois últimos, vemos como se enquadram no lance em questão.

A pressa inglesa anda inimiga da perfeição que eles mesmos tanto prezam.

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