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Não beije a bola e não troque camisa

Conmebol lança protocolo prevendo volta pós pandemia.
 

Por Péricles Bassols

Wilson Seneme(ar.marca.com)

Wilson Seneme | ar.marca.com

Ontem a Conmebol dispôs em documento uma série  de ações para quando os jogos de suas competições puderem voltar a ser disputados. Segue documento no link abaixo:

http://www.conmebol.com/sites/default/files/dcc_068_2020_-_cambios_reglamentos_covid_19_332_0.pdf

As mudanças vão de controle médico dos jogadores e árbitros (testes e temperatura); proibição  de trocar camisa e beijar a bola; passando pela economia dos clubes (ao reduzir as multas financeiras incidentes sobre cartões  amarelos e vermelhos);  até a possibilidade de alterar a lista de jogadores relacionados previamente à partida.

Gostei de todas as ações, com exceção  da proibição ao ato de cuspir e assoar o nariz como já havia manifestado em texto anterior- link abaixo:

https://www.esporteinterativo.com.br/blogs/No-cospe-20200429-0009.html

Ao menos desta vez, e por enquanto, me pareceu uma recomendação mais que uma proibição, haja vista que não houve menção à punição com cartões para o ato. Sendo assim, menos mal.

O que me chamou a atenção foi que nesta "cartilha", dentre os vários  protocolos já disponíveis ao redor do mundo para o retorno do esporte, foi a primeira citação que vi em relação aos árbitros.
Afinal, se eles não forem tratados da mesma maneira, neste caso específico, a cadeia de bio segurança  de todo o processo perde totalmente o sentido.

As vezes me parece que não citar os árbitros faz parte de uma estratégia maior para mantê-los fora do cenário, como se não fizessem parte do jogo. Desta forma, o próprio árbitro continua se achando fraco e incapaz de valorizar a própria imagem e o seu valor para o esporte.
Nao é a primeira vez que a nova Conmebol mostra se importar de forma genuína  com os árbitros.  
O casamento dessa nova gestão com a figura de Wilson Seneme a frente da comissão de arbitragem me parece ser o motivo dessa nova maneira de ver o árbitro.

Parabéns,  Conmebol!

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