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Não sei o que fazer com o futebol, e ainda mais sem

UEFA quer rolar a bola já em julho, mas sem público. Eu não sei o que pensar.

Por Mauro Beting

Aleksander Seferin, presidente da UEFA, quer jogo

Aleksander Seferin, presidente da UEFA, quer jogo

Não sou presidente da República para ameaçar quem faz algo baseado no bom senso e na ciência. Mas não sei se eu seria como foi o presidente da UEFA para definir que a bola precisa voltar a rolar até julho. Sem público. E, quem sabe, sem a segurança ideal.

Ainda não sei o que será até hoje à noite. E imagino que deva a cada dia ser mais complexo e difícil superar cada dia. Com cada vez menos condições materiais, mentais, emocionais, econômicas.

O futebol ajuda hoje. Ajuda desde 1863. Mas ainda não é (mesm sendo...) o que definiu Bill Shankly, mítico treinador do Liverpool: "o futebol não é uma questão de vida ou morte. É muito mais do que isso".

Vamos precisar cada vez mais de circo e de pão. Não falo de palhaços sem graça. Mas precisamos dos equilibristas e da graça do nosso jogo.

Mas a que preço?

Paremos para pensar.

Ou só pensar, porque já parados.

E sempe lembrando que não é preciso parar para pensar. Dá para raciocinar andando. Até mesmo defecando e andando. 

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