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Números impedem comparação da volta do futebol no Brasil e na Alemanha

Só no Flamengo, quase 13% dos testados dão positivo, enquanto na 1ª e 2ª divisão alemãs, o número baixa para 0,58%

Por Taynah Espinoza

Auxiliar do Flamengo mostra momento da realização de exame do novo Coronavírus

Auxiliar do Flamengo mostra momento da realização de exame do novo Coronavírus

A Alemanha anunciou nesta semana que a bola vai voltar a rolar no país nos próximos dias. Dia 16 de maio tem jogo confirmado: Borussia Dortmund x Schalke 04. A novidade da Bundesliga aumenta o debate sobre o retorno do futebol aqui no Brasil. Mas, nesse momento, não dá pra comparar as duas situações.

A Alemanha testou 1700 pessoas envolvidas com o futebol da 1ª e 2ª divisão nos últimos dias. De todos esses testes, 10 deram positivo, o que significa 0,58%. Bem diferente dos 12,96% que testaram positivo no Flamengo. O clube carioca testou 293 pessoas entre jogadores, membros da comissão técnica e grupo de apoio, além de familiares e funcionários dos atletas. O número é bem diferente.

Pra não ficar apenas no rubro-negro, no Rio Grande do Sul, Grêmio e Internacional também testaram suas equipes. No Colorado, ninguém infectado. Mas no Grêmio, Diego Souza testou positivo, assim como outros dois funcionários do tricolor.

Só com os números de três clubes do futebol brasileiro, já é possível se ter uma ideia de que a subnotificação da Covid19 é grande no Brasil. Se os números oficiais, de mais de 125 mil casos e quase 9 mil mortes já assustam, imagina então se o país testasse em larga escala?!

O Flamengo pretende testar os atletas, funcionários e comissão técnica semanalmente. Mas isso tem um custo alto, cerca de 100 mil reais cada lote com 600 testes, segundo o GloboEsporte.com. Imaginar que todos os clubes terão capacidade financeira de fazer isso toda semana é utopia, ainda mais pensando em campeonato estadual.

Calma, o futebol vai voltar! Mas no Brasil, não agora. Essa, a gente perdeu pra Alemanha de novo.

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