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O fair play que o Grêmio não teve. E nem precisava ter

O gol de empate do Tricolor saiu após um lance em que Filipe Luís ficou caído no chão. Muitos cobraram fair play na hora. Mas é hipocrisia de quem não aceitaria que seu time fizesse o mesmo naquela hora

Por Bruno Formiga

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Flamenguistas reclamaram de falta de fair play do Grêmio

Flamenguistas reclamaram de falta de fair play do Grêmio

Flamenguistas reclamaram de falta de fair play do Grêmio

Flamenguistas reclamaram de falta de fair play do Grêmio

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Flamenguistas reclamaram de falta de fair play do Grêmio

Flamenguistas reclamaram de falta de fair play do Grêmio

Flamenguistas reclamaram de falta de fair play do Grêmio

O Fair Play faz parte do espírito do esporte. Mas não está na regra do futebol. É um código moral não escrito. Um norte em busca do jogo limpo e bonito. Logo, é algo que não se cobra e nem se exige. Ou você tem ou você não tem.

O Grêmio não teve.

O Flamengo também não.

E tá tudo certo.

Flamengo e Grêmio disputam uma vaga na final da Libertadores | Pedro H. Tesch/AGIF

É uma pitada de hipocrisia gritar que o Grêmio deveria ter jogado a bola pra fora após a lesão de Filipe Luís. E é oportunismo dizer que o Flamengo precisaria ter parado o lance para o atendimento do seu lateral-esquerdo.

Todo mundo ali lutou pelo seu.

O Rubro-Negro tinha a posse no momento em que Filipe Luís cai no chão. E Éverton Ribeiro optou por seguir na jogada, o que é bem compreensível. O Flamengo estava no ataque, quase dentro da área adversária e em busca do 2x0 para aumentar sua vantagem na semifinal da Libertadores.

Depois disso, cinco jogadores do Grêmio construíram o contra-ataque que terminou no gol: Matheus Henrique, Pepê, Luan, Maicon e Everton Cebolinha. Não dá para cobrar de nenhum deles que jogassem a bola pra fora.

Matheus Henrique é o primeiro a ter a bola quando André rouba de Éverton Ribeiro. Ele está dentro da área e sem tempo. O Grêmio tem ali a chance de uma transição ofensiva rápida. Já é uma fase de ataque, como era a do Flamengo.

A bola chega depois em Pepê, que é acionado na esquerda, em velocidade. Tem muito campo pela frente para percorrer. Faltando menos de quatro minutos pra acabar o jogo, é ser mais realista que o rei querer que um garoto com um corredor inteiro disponível e o estádio inteiro empurrando pare para tocar pra fora (sem que se saiba ao menos se ele viu Filipe Luís caído).

Luan é o próximo a receber a bola. É lançado em velocidade, já no campo de ataque. O Flamengo está voltando às pressas e cheio de buracos. O camisa 7 também não tem motivo algum para abrir mão do lance.

Maicon recebe livre no meio, já perto da meia-lua. A defesa do Flamengo está aberta e Éverton Cebolinha é opção pelo lado direito. Ele recebe, arruma e bate cruzado. A bola encontra Pepê.

O resto é história.

Pepê marcou o gol de empate do Grêmio na Arena | Jeferson Guareze/AGIF

Os jogadores do Flamengo não cobraram Fair Play em momento algum. A única reclamação após o gol foi em cima de uma suposta falta sofrida por Filipe Luís. Falta que, diga-se, não aconteceu.

O Grêmio não errou. Fez o que qualquer time faria.

Inclusive o Flamengo.

E próprio Jorge Jesus deixou isso claro.

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