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O recorde e o final de Felix Brych

Árbitro alemão chegou a 57 jogos pela Champions ontem, no jogo entre Napoli x Barcelona.

Por Péricles Bassols

Sei o quanto é difícil atingir marcas assim. Como não comecei muito novo - 24 - e não encerrei muito velho - 44- não bati recordes. 
Fiz 139 jogos na série A, quase 250 em todas as séries e competições da CBF e mais quase 100 jogos entre estaduais e internacionais... sem contar os de categoria de base nesses 20 anos. 

O Alemão com currículo de uma Olimpíada e duas copas — 2014 e 2018— fará 45 anos em Agosto e está de parabéns por este recorde na carreira...é para poucos!

Apesar disso, é pouco provável que o germânico continue nos planos da FIFA e, por consequência, da UEFA, para seguir apitando até os 50 ou mais anos, o que agora é permitido para árbitros para os quais estas entidades tenham projetos de competições internacionais. 

Brych, que sempre teve uma característica lenta de deslocamento, e, apesar de avisado, nunca quis desenvolver explosão e agilidade, sofreu para ter regularidade e ir bem em competições internacionais. Como sempre conseguiu um razoável controle de jogo com seu nome e prestígio, pensou que fosse o suficiente .

No jogo de ontem entre Napoli x Barcelona, sua falta de atitude colaborou, e muito, para a expulsão de Vidal.

Veja o vídeo:

 

O árbitro é um gestor e precisa conhecer os jogadores em campo.

Se Brych impusesse linguagem corporal, soprasse um apito longo e forte após a entrada dada pelo chileno, tenho absoluta certeza de que Vidal não trocaria empurrões de cabeça com seu adversário. Por conta disso, Vidal levou um cartão amarelo pela falta, outro pela atitude anti desportiva e, consequentemente, o vermelho. 
Tecnicamente é bonito e inusitado para quem vê de fora. Já para os árbitros que estão vendo a Champions e querendo aprender, o recado é claro:
Não deixe acontecer; seja pró ativo; mantenha- se concentrado para poder antecipar tudo.
Apesar de a culpa clara dos jogadores pela atitude, internamente, na arbitragem, Brych será cobrado como maior responsável pela expulsão que só ele poderia ter evitado.

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