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Os vermelhos estão chegando: Chelsea 0 x 3 Bayern de Munique

As oitavas da Champions começaram sem favoritos. Até o Bayern fazer o que fez em Londres contra o Chelsea

Desde que Hansi Flick assumiu o Bayern, o time de Kovac melhorou o nível que já era bom. Chegou a perder dois jogos seguidos na Bundesliga logo de cara e acabou em 7º lugar em novembro na Alemanha. Desde então só empatou um jogo em nove. Ganhou metade dos outros oito de goleada. 

E fez o que quis em Londres, na ida das oitavas. Como Gnabry se sente em casa na cidade. Nos absurdos 7 a 2 contra o Tottenham pela fase de grupos, ele marcou quatro gols em 35 minutos na segunda etapa. Em Stamford Bridge, o ponta-esquerda anotou dois gols em três minutos na fase final e encaminhou os 3 a 0 completados por Lewandowski, mais uma vez o melhor em campo. Não só pelo gol (já são absurdos 39 em 33 jogos em 2019-20!). Também pelos dois passes para gol do centroavante polonês. Além da saída de área que ele dá, abrindo espaços para Müller por dentro, Coman cortando a partir da direita, todo o Bayern oprimindo o rival desde o campo de defesa. Um perde-pressiona de Klopp, com o molho do mentor Heynckes.

O Chelsea de Lampard teve 3 chances, se tanto, em pálida atuação em casa. O Bayern teve 13. Das três chegadas inglesas, duas em saídas erradas do time alemão mal aproveitadas por um Chelsea ainda em construção, que só tinha Giroud na frente (Abraham não estava 100%), e teve pouco de Mount e Barkley pelos lados.

Derrota feia e justa também pela opção do jovem treinador inglês, que resolveu tentar diminuir o prejuízo quando já perdia por dois, esgarçando o sistema defensivo já espaçado, tirando um dos zagueiros e colocando Pedro. Deixando Alonso e suas dificuldades para marcar expostas até a expulsão do ala espanhol.

Quando já estava 3 a 0 na arrancada impressionante de Davies, ponta que virou lateral para cobrir Alaba, que foi de vez para a zaga pelas ausências de Javi Martínez e Süle. Com Kimmich e Thiago Alcântara muito bem no meio. 

E o Bayern ainda melhor em Londres. Com bola para sonhar com Istambul.

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