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Oto patamá! Este ano tem título do Flamengo

Ficando Gabriel Barbosa, Pablo Marí (possivelmente) e Jorge Jesus (ao menos até maio),  Flamengo segue ainda mais forte para 2020

Por Mauro Beting

Este ano tem título do Flamengo

A manchete não é premonitória. É constatação. Neste século não vi favoritismo tão declarado, tão claro, tão escancarado.

Mais do que em qualquer temporada, não há time a ser batido, temido e respeitado como o Flamengo que deve começar como terminou o time campeão brasileiro com a maior vantagem para o vice, campeão da América contra o então campeão da década da Libertadores na véspera da conquista nacional antecipada, e vice mundial na prorrogação para um gigante Liverpool.

O time titular se manteve com o vai-não-fui de Pablo Marí e com a permanência cara mas muito justificável de Gabriel Barbosa.

Vai ter mais gol do Gabigol. E vai ter muito mais Flamengo com Gustavo Henrique que pode zagueirar em qualquer time do país, com Thiago Maia que também tem bola para ser volante em todos os clubes nacionais, com Pedro Rocha que jogaria fácil em muitas equipes, com Pedro que seria o 9 da maioria, com Michael que, pelo que brilhou no Goiás, poderia ser titular em muitos grandes brasileiros.

Todos, porém, chegam como reservas!

Mesmo com a saída do jovem e talentosíssimo reserva Reinier, que deu ainda mais saúde financeira para apostar em tudo que o Flamengo investiu.

Não é demérito rival. É enorme mérito rubro-negro reconstruído desde 2013.

Jorge Jesus ficando e administrando possíveis vaidades no elenco que em nada atrapalharam 2019, e os cartolas não se perdendo nos holofotes como começaram brigando com a luz em 2020, a briga mesmo vai ser para quem irá chegar mais perto do megafavorito.

Claro que já vimos filmes em que o final não foi feliz com superelencos. Corinthians-1985, Atlético Mineiro-94, "melhor ataque do mundo" rubro-negro em 1995.

Mas todos esses eram times que eram lindos no papel antes do papelão em campo.

O Flamengo já foi maravilhoso no segundo semestre de 2019 no gramado. A sequência de sucesso é tão natural como foi a saga "De volta pro futuro".

Tiro certo. Blockbuster. Dinheiro em caixa. Bola na caixa.

Caixão pregado dos rivais? Não, que isso é futebol.

Mas tudo isso quem joga mais é o Flamengo.

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