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Pelé, o irmão do Zoca

Foram 15 jogos pelo Santos como meia e quatro gols marcados em 1961-62, até a aposentadoria em 1966. Jair Arantes do Nascimento era três anos mais novo que o Rei. Nas 15 partidas, só na primeira jogou ao lado do irmão. Mas, quando ele substituiu Coutinho, Pelé já tinha sido substituído por Sormani. Não jogaram um minuto juntos pelo Santos.

Por Mauro Beting

Zoca e Pelé no Santos, na primeira metade dos anos 1960

Zoca e Pelé no Santos, na primeira metade dos anos 1960

O filho Dele, Edinho, foi o peixinho expiatório santista nos anos 1990. Sofreu o que Pelé infligiu nos goleiros do planeta onde aterrissou, de 1956 a 1974. A carreira como atleta do príncipe alvinegro também não foi mais longe porque Edinho não tinha todos os cromossos futebolísticos do pai.

Como não teriam condições de honrar a carga extraplanetária Messi, Maradona, Cruyff, Garrincha, Di Stéfano, Puskas, Zidane, Cristiano, Ronaldo, Rivellino, Zico, Romário, Rivera e tantos (mas não tantos) nomes desde 1863.

Se já foi impossível para Edinho, pelas limitações dele e pela ilimitada qualidade do Pai na Vila Belmiro e em todos os campos do universo, imagine jogar ao lado Dele. Com o mesmo DNA intergaláctico.

O irmão de Pelé só jogou uma vez com Ele. Em 10 de abril, nos 6 a 1 sobre o América, pelo Rio-São Paulo de 1961, na Vila. Zoca substituiu Coutinho. No fim da partida, pênalti pro Santos. Zoca perdeu, batendo fraco nas mãos de Ari.

Mais 14 jogos faria, até junho de 1962. A maioria como reserva. Mais nenhum ao lado de Pelé, que servia a Seleção e se lesionou no bi mundial, no Chile.

Zoca tentou. E não conseguiu. Zoca que era tão Zoca que poucos sabiam que ele era Jair.

Virou imerecidamente e maldosamente exemplo de familiar menos talentoso.

Absurda injustiça. Porque nem Pelé conseguiria jogar bola ao lado de Pelé.

Força e luz a Ele e à família real.

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