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Protocolo ‘muito rígido’ é o objetivo para voltar com Estaduais

Clubes pretendem terminar os estaduais o quanto antes, criando medidas de saúde rigorosas, que seriam aprovadas por especialistas

Os clubes brasileiros e as principais federações trabalham com a criação de um protocolo de saúde “muito rígido” para retomar os campeonatos estaduais o quanto antes, sempre em jogos com portões fechados. Esse é o objetivo que os dirigentes de vários clubes, de duas federações diferentes, confirmaram ao Esporte Interativo nesta quarta-feira.

Os clubes argumentam que suas equipes médicas estão recolhendo informações necessárias para se criar esse protocolo rigoroso, que teria que passar pelo crivo dos maiores especialistas em infectologia. A intenção é minimizar ao máximo o risco para jogadores, comissões técnicas e árbitros. E assim que receberem a aprovação das autoridades de saúde, marcar uma data para terminar as cinco ou seis datas que faltam nos estaduais.

Os objetivos são claros e recaem na questão financeira: com os jogos sendo retomados, os clubes voltariam a receber direitos de transmissão, que estão suspensos no período sem jogos. Além disso, o quanto antes terminarem essas rodadas que faltam dos estaduais, iniciar o Campeonato Brasileiro da Série A e Série B, diminuindo assim as chances de mudar o formato dessas competições (evitando assim, outras perdas financeiras).

Alguns clubes estão buscando o entendimento com a CBF para a criação desse protocolo “muito rígido”. Mas a CBF não vê a questão com muita empolgação, o que tem incomodado a alguns clubes. A posição da CBF é voltar apenas quando o Ministério da Saúde se posicionar espontaneamente. Foi o que falou o secretário geral Walter Feldman nesta quarta, em entrevista à reporter Aline Nastari.

“Não há data prevista para a volta do futebol. Isso será definido por autoridades da área da saúde. Muitos países (europeus) marcaram data para retorno e tiveram que mudar várias vezes. Por isso, a CBF prefere esperar o ok da organização de saúde.”, afirmou Feldman.

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