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Protocolo pra bonito

Corinthians e Palmeiras conseguiram rivalizar até o protocolo de prevenção ao Coronavírus

Por Taynah Espinoza

Final do Paulistão começou bem antes do jogo. E de forma vergonhosa,

Final do Paulistão começou bem antes do jogo. E de forma vergonhosa,

Parece inacreditável, mas na semana em que o Brasil deve chegar a 100 mil mortos pela Covid19, Corinthians e Palmeiras resolveram rivalizar o protocolo de prevenção ao Coronavírus.

O Corinthians afirmou hoje que não testaria seus jogadores e integrantes da comissão técnica antes das finais do Campeonato Paulista. O clube alega que seguiu o protocolo da Federação Paulista de Futebol e ficou em confinamento durante todo o período de jogos. Por isso, não teria a necessidade de fazer qualquer teste, o que é um erro, afinal os jogadores tiveram contato com atletas de outras equipes, que não necessariamente estavam confinadas.

Na nota em que se posiciona desta forma, o Timão diz: “Não aceitamos que o ônus da irresponsabilidade seja transferido pra quem cumpriu esses requisitos.” Claramente, o clube se referiu aos outros times que disputaram o estadual e não fizeram o isolamento como manda o protocolo. E um destes clubes é justamente o Palmeiras.

O Verdão liberou seus jogadores após as partidas para voltarem para casa, o que não deve acontecer, segundo o protocolo elaborado pela FPF. Em contrapartida, o Palmeiras testa seus atletas sempre antes dos jogos. Mesmo assim, não cumpriu todas as regras.

A conclusão que a gente chega disso tudo é que o tal protocolo, dito como tão seguro, no fim das contas não foi seguido por várias equipes, e não é claro quanto a obrigatoriedade de exames antes de cada jogo, algo tão básico e necessário. Ou seja, o protocolo elaborado pela Federação Paulista, na verdade, é um protocolo pra bonito, pra ficar registrado que foi feito, não necessariamente pra ser seguido.

Na prática, de um lado, o Palmeiras não isola os atletas, do outro, o Corinthians chama de “ônus” a necessidade de testar os jogadores. A bolha do futebol segue no seu mundo paralelo.

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