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Reunião na FPF: A vida está sempre em primeiro plano

Reunião nesta quarta-feira vai ter participação de todos os envolvidos em uma partida de futebol. É o início do planejamento para uma futura retomada, ainda sem data. Nada será feito sem aval médico e sanitário

Por Bruno Formiga

A Federação Paulista de Futebol não quer ser pega de surpresa. Em meio à crise do novo Coronavírus, a entidade começa a se mexer para quando o estadual voltar a ser disputado. Uma reunião puxada para esta quarta-feira deve ter a presença de representantes de todas as partes envolvidas em uma partida de futebol: dirigentes de clubes, sindicato dos jogadores, árbitros e até patrocinadores.

O encontro não terá membros do poder público. Essa ponte tem sido feita pelo doutor Moisés Cohen, diretor do Comitê Médico da Federação. É ele quem está em contato direto com as autoridades do governo de São Paulo.

Nesta reunião, porém, uma coisa é certa: Não será apresentada nenhuma proposta para retomada. Não há sequer previsão de data para a volta dos jogos.

O encontro, feito todo por videoconferência (através de convite/link), é para alinhar as partes sobre um planejamento para quando o governo autorizar o retorno das partidas de futebol em São Paulo.

"Ninguém vai fazer nada se as autoridades médicas e sanitárias não autorizarem. A gente tem a necessidade da volta pela questão da economia, porém a vida está sempre em primeiro plano", crava o presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo Rinaldo Martorelli, seguindo a mesma linha de pensamento do Ministério da Saúde.

Sobre a possibilidade de diminuir o espaço entre os jogos de 66 para 48 horas, o sindicato ainda não enxerga essa possibilidade. A ideia havia sido levantada na semana passada pelo presidente da Federação Nacional dos Atletas de Futebol (Fenapaf) e encaminhada para a CBF. 

"Tem muita coisa pra conversar antes", lembra Martorelli. 

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