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Sem meias, mas com bons meios: Palmeiras 3 x 1 Guaraní

Palmeiras ainda não está no ponto. Mas já tem mais ideias consolidadas na Libertadores.

Por Mauro Beting

Palmeiras celebra um dos gols de Luiz Adriano no Allianz Parque

Palmeiras celebra um dos gols de Luiz Adriano no Allianz Parque

Dudu não é armador. Mas deu o belo passe para Luiz Adriano abrir o placar depois da trapalhada do árbitro. Rony joga melhor pela esquerda. Mas foi pela direita onde melhorou muito na segunda etapa que serviu o artilheiro da noite de Liberta para ampliar o placar. Dudu joga melhor pelas pontas. E foi pela esquerda que arrancou como menino e passou como gente grande para Luiz Adriano mais uma vez furar a chata equipe paraguaia.

Guaraní faria o único gol já no final, na única indecisão do gigante Viña. Fazendo um placar mais ajustado às agruras palmeirenses no primeiro tempo. Quando fora um melê de chances no primeiro ataque, mais nada de produtivo se viu para apenas 28 mil pessoas em se tratando de Libertadores. Um público justo para o caríssimo preço pedido pelo Palmeiras em sua casa que viu a centésima vitória do clube em Liberta. Mas que poderia ter visto mais gente e também mais futebol.

Se o espaço entre volantes e zagueiros já foi menor, dos volantes aos meias (mais atacantes do que meias) esses blocos seguiram distantes demais. Também porque Ramires não tem sido o que é. Diferente de Patrick de Paula que está sendo o que será. E merece a titularidade.

Bruno Henrique ainda estabiliza e faz a bola longa. Mas é outro que não tem mantido o nível necessário. Sobretudo para um time que (naturalmente) ainda não se entendeu com a proposta de Luxa dos quatro de frente. Mas que em bons momentos na segunda etapa mostrou troca de bola e de posições muito boa e rápida.

A rotação de Willian, Dudu e Rony (ainda mais afobado do que dinâmico) e a inteligente movimentação de Luiz Adriano por ora dão mais opções ao time que apostar em Lucas Lima ou Scarpa ou Veiga. A questão passa pelos volantes para compactar o time com e sem a bola.

Sem contar o que foi usado no final e pode ser solução inicial: um tridente com Bruno Henrique, Patrick de Paula e Zé Rafael (que poderia ser Gabriel Menino ou até Ramires) no meio, da dando suporte a Dudu e Rony pelos lados, e Luiz Adriano comandando um ataque que pode evoluir no 4-2-3-1 como no 4-3-3.

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