Blogs

Seu Nonô

Sérgio Noronha, brilhante jornalista esportivo, deixa  jornalismo e a vida mais pobres

Por Mauro Beting

Seu Nonô eu lembro comentando futebol na Globo. Anos 70. Palavra fácil, timing preciso como o conhecimento que depois aprofundou o meu quando eu lia suas colunas nos jornais cariocas.

Dividimos comentários no SporTV em 1995-96. Depois na Band quando eu brincava com ele sumindo com a banqueta que ele tinha de usar para parecer menos baixo do que era com o Prieto. Um privilégio de ofício. Uma honra. Uma alegria conversar um pouco em cabines de estádios e cafés de aeroportos.

Ele foi o parceiro de Galvão Bueno na cobertura exclusiva da Globo na Copa-82. A que me fez chorar com Paolo Rossi que acabou com a gente. Como a gente se acaba um pouco mais quando perde colegas queridos.

Noronha é daqueles profissionais que a gente jamais fala no passado. Parecem sempre presentes. Mesmo que cochilem numa madrugada global de 2002, tiram de letra porque sabem como poucos usar as palavras em jornal, TV e rádio.

Sérgio Noronha nos deixa. E nos deixa menos preparados e cultos.

Comentários