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Um adversário a mais para o PSG: o silêncio

No jogo mais importante da temporada, o PSG joga sem torcida contra o Borussia Dortmund. O time francês foi punido pelo destino

Por Bruno Formiga

Uma das formas de se punir um time de futebol é fechando os portões do seu estádio. Sem torcida, a equipe perde parte do combústivel. E o clube perde dinheiro. Resumindo: Jogar sem torcida é algo ruim. Ponto. 

Logo, o PSG acaba prejudicado pela decisão do governo francês em proibir aglomerações com mais de mil pessoas por causa da epidemia do novo coronavírus. O Parque dos Príncipes não terá presença de torcida, justamente na partida mais importante da temporada até aqui. 

Isso sem contar o prejuízo de cerca de 5 milhões de euros - estimativa feita pela repórter Isabella Pagliarani daquilo que o PSG normalmente costuma faturar em dias de Champions League. 

Em um jogo que o PSG precisa vencer um rival perigoso e coletivamente tão bom quanto ele, ter o estádio vazio é uma perda competitiva. Notícia que deixou o elenco revoltado, apesar da compreensão de que se trata de uma situação nada comum. 

Fato é que o PSG tem um adversário a mais para superar: o silêncio. Sem o termômetro da arquibancada, o esforço é ainda maior porque a situação fica mais igual e com menos pressão - para o Dortmund.

Jogador profissional vive do espetáculo. Que só faz sentido com público.

O PSG já entraria em campo perdendo (por conta do primeiro jogo). Agora, o placar ficou ainda mais elástico. E o desafio maior ainda.  

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