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União na dor

De um modo geral, no Brasil e no mundo, clubes, atletas e federações estão falando a mesma língua. Precisava ser apenas nos casos extremos?

Por Mauro Beting

Irã e Estados Unidos juntos, antes da Copa de 1998

Irã e Estados Unidos juntos, antes da Copa de 1998

"Se é bom para o Palmeiras, é ruim para o Corinthians". E vice-versa, como "clássico é clássico", definiu Jardel, quase 30 anos depois.

A frase notabilizada pelo então presidente alvinegro Vicente Matheus também era usada pelo diretor de futebol alviverde José Giménez López. Mas com sinais e chumbo trocados.

Quase sempre foi assim. Primeiro o meu. Por último o seu.

Não adianta explicar que não só ninguém ganha sozinho. Ninguém joga sozinho. O futebol exige adversário tanto quanto respeito.

Torcedor, algumas vezes, prefere a derrota alheia à própria vitória. É "permitido" amar o seu e odiar o dele. Não é esportivamente condenável.

Deplorável é que muitas vezes muitos cartolas atrapalham até o próprio negócio com a sanha de derrubar o rival que é mais inimigo do que adversário. "Co-irmão" apenas no discurso. Ou é Abel para Caim.

O momento delicado e desafiador, por ora, tem feito bem ao menos às relações humanas, as prioritárias. Poucas vezes se viu na história discursos tão afinados entre as partes. Mesmo faltando dinheiro, tempo, condições, instruções, quase tudo.

Mas não tem faltado responsabilidade às autoridades e atores.

Ao menos aos que se esperam algo do tipo.

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