Brasileirão

Sucesso no Athletico, Nikão relembra infância sofrida: ‘Quem me vê hoje não imagina as marcas’

Titular absoluto e um dos jogadores há mais tempo no Athletico Paranaense, Nikão perdeu parentes cedo e teve que sustentar sua casa desde criança

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Por Carlos Eduardo Alves

Nikão está no Athletico Paranaense desde 2015

Nikão está no Athletico Paranaense desde 2015

Não é mistério que o sonho de milhares e milhares de jovens brasileiro é se tornar um jogador de futebol profissional. Atuar em grandes palcos do futebol, jogando por clubes históricos, recebendo salários milionários e vivendo uma vida “de estrela”. De uma forma geral, a visão em um atleta que disputa a Série A do Brasileirão é essa.

O que não é visto pela grande maioria, no entanto, é a jornada para chegar a esse patamar. Muitas vezes, jogadores sofreram – ou ainda sofrem – para chegar à elite do futebol brasileiro e se consolidar na carreira. Um caso desses é o atacante Nikão, do Athletico Paranaense.

Um dos jogadores mais antigos no elenco e titular absoluto do Furacão, o atacante suou e sofreu muito para chegar ao patamar que tem hoje.

 

Com tantas dificuldades em sua infância e no começo de sua carreira, Nikão encontrou em Carlos Alberto – seu empresário – uma “figura paterna”. O atacante até afirmou, em entrevista exclusiva ao Esporte Interativo, que possivelmente não chegaria onde chegou sem a ajuda de seu agente.

O Carlos Alberto é uma pessoa muito especial, pessoa que me ajudou muito, me acolheu, me deu carinho, me ajudou muito. Tenho uma gratidão por toda a minha vida tanto com ele quanto com a Dona Rosane (esposa). Eles são especiais, sou muito grato por eles, pelo tanto que me ajudaram. Se eu estou aqui hoje, eles têm uma grande porcentagem nisso”.

Hoje já consagrado e seguramente com seu nome marcado na história do Athletico, Nikão pode olhar para seu passado e se orgulhar de tudo o que já conquistou, tanto no futebol quanto na vida.

Nikão conquistou quatro títulos no Athletico

“As pessoas veem hoje onde eu estou e não veem as marcas, as situações que eu vivi para chegar onde eu estou hoje. Mas eu sou feliz, sou grato a Deus, isso me ensinou a ser uma pessoa melhor, mais humilde. Sou uma pessoa bastante tranquila, tenho esposa e filho. Tudo que eu passei serviu de aprendizado. A gente sofre, chora... Eu perdi minha mãe, minha vó, meu irmão... Isso acabou me fortalecendo e entendo que eles lá de cima estão felizes com o que eu estou fazendo aqui hoje”. 

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