Futebol Brasileiro

Comparei o gramado do Allianz Parque com o gramado natural (e meu society de segunda-feira)

Em partida com os setoristas do clube, vivi "dia de Weverton" no gramado sintético

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Por Rodrigo Fragoso

Vamos deixar de lado a parte técnica. No fim das contas, o torcedor quer mesmo saber se tem uma diferença prática do gramado natural para o gramado sintético. E é isso que você vai ler aqui. Antes das considerações, a resposta: sim, é diferente. Afirmo com a certeza de quem já teve a oportunidade de bater uma bola no mesmo Allianz Parque cerca de um ano atrás, ainda com o gramado natural. 

A primeira sensação é aquela que fica. Ao pisar no gramado sintético do Palmeiras, imediatamente lembrei da pelada society que jogo toda segunda-feira. Aquele tapete artificial no qual você pisa e, se fechar o olho, sente que está caminhando em um tapete. Gramado? Não. Gramado afunda, sabe? Alguns muito, outros pouco, mas o calçado afunda. Lá não. Parece até que encaixa no pé. E joguei de trava alta.

Sempre joguei no gol, desde criança, e por isso deu pra perceber outra diferença clara! Sabe onde o goleiro fica, ali na pequena área? Geralmente a grama natural é bem rala e fina, justamente por ser parte muito castigada pelas travas. No novo gramado isso simplesmente não existe. A sensação de pisar em um tapete é exatamente a mesma durante todo o jogo, o que também traz a segurança de que nenhum morrinho artilheiro vai atrapalhar quem defende as traves.

Assim como o morrinho artilheiro não atrapalha mais o goleiro, o passe entre os atletas de linha só não chega limpinho se for mal feito. De pé em pé, no chão, a bola rola firme e muito rápida. Sabe quando o jogador vai atrás de uma bola com aquela passada lenta, usando a experiência de que o gramado vai segurar a velocidade da bola? Essa lógica não funciona no novo gramado do Allianz Parque. O jogador tem de acelerar junto com ela. Alguns lançamentos foram feitos e eu cheguei mais rápido que os atacantes nela (e em outras, eu não acreditei que o atacante chegaria e levei o gol, mas deixa isso pra lá).

 
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Fiquei curioso em relação às costuras desse gramado novo. Nas minhas peladas de segunda-feira, já até torci tornozelo por tropeçar em costura de tapete alta sabe? Doeu o suficiente para eu checar como era e passar o pé em cima no primeiro momento em que a bola estava lá no ataque do meu time. De fato, não se sente nada por ali. O risco de tropeçar, aparentemente, quem pisa nas costuras não corre.

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Por fim, a desagradável experiência do carrinho e do escorregão. Já cheguei em casa nas noites de segunda-feira com cada queimadura na lateral da coxa. Nunca sei o que é maior: a dor ou o arrependimento de ter dado o carrinho. No gramado do Allianz Parque, estava de calça e senti a perna deslizar! Bem diferente das segundas-feiras. Em compensação, percebi que alguns ralados apareceram nos amigos que jogaram na linha. Isso realmente acontece. Ah, e a chuteira enche daquelas "borrachinhas", mas elas nã sobem tanto nos chutes quanto nas peladas de segunda-feira.

Depois da experiência que me rendeu alguns hematomas, boas defesas e outros gols sofridos, posso dizer duas coisas com toda a certeza. A primeira é que os jogos ali deverão ser muito rápidos e intensos, sem as reclamações dos últimos tempos em relação ao campo ruim. A segunda é que essa minha defesa que você vai ver no vídeo abaixo provavelmente jamais se repetirá.

 
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