Futebol Brasileiro

EXCLUSIVO: Carlos Sánchez fala sobre chegada ao Santos e futebol brasileiro

Em papo exclusivo com o Esporte Interativo, Carlos Sánchez falou sobre o carinho da torcida desde que chegou ao Santos, polêmicas do futebol brasileiro e até sobre título do Brasileirão

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Por Monique Danello e Priscila Senhorães

Sánchez chegou ao Santos após a Copa do Mundo de 2018(Marcello Zambrana / AGIF)

Sánchez chegou ao Santos após a Copa do Mundo de 2018 | Marcello Zambrana / AGIF

Destaque do Santos desde que foi contratado para defender a equipe, Carlos Sánchez já caiu nas graças da torcida e conquistou o posto de melhor jogador do time de Jorge Sampaoli. Em um futebol brasileiro onde, sem título, não tem idolatria, Sánchez acabou sendo exceção e tenta explicar o carinho da torcida.

Eu vejo que a torcida gosta de mim porque tenho muita vontade e muita luta, é a minha característica, a minha personalidade. Sempre lutar, nunca cruzar os braços, sempre olhar para frente. Depois dos momentos ruins, chegam coisa boas, então é questão de nunca desistir e ter confiança.

Desde que chegou ao Santos, Sánchez foi treinado por Cuca e por Sampaoli. Em 2018, sob o comando do técnico brasileiro, foram 17 jogos e quatro gols. Com o argentino, são 45 jogos disputados e 14 gols marcados, evidenciando seu melhor rendimento. Óscar Tabárez e Marcelo Gallardo também já estiveram sob o comando do meia do Santos, que diz o que Sampaoli tem de especial em comparação com outros treinadores.

São diferentes qualidades, falo sempre que Sampaoli e Gallardo têm o mesmo sistema de trabalho dentro de campo e isso é importante, porque conheço, sei a ideia que tem Sampaoli, sempre tento ajudar e transmitir para os outros atletas, para que eles também possam ajudar o time.

Confira outros tópicos da entrevista exclusiva com o camisa 7 do Santos:

 

Esporte Interativo: Nesse tempo que você está no Brasil, já viu de tudo: protestos de torcida, demissões a todo momento, polêmica entre treinador e jogador. Qual a sua impressão sobre o futebol brasileiro até o momento?
Carlos Sánchez: São coisas que acontecem, mas aqui acontecem muito rápido. Demissões de treinadores que não têm bom desempenho ou resultado... em dois, três jogos demitem treinador e isso eu não entendo, é muito rápido. Em outros países não acontece isso, aqui querem o resultado imediato e por isso os treinadores saem rápido dos clubes. Sobre a torcida, têm clubes que jogam bem, como aconteceu com a gente. Jogamos bem vários jogos e não conseguimos ganhar, isso faz mais pressão, a torcida pede resultado e isso é normal. Mas nosso momento é bom, estamos brigando no Brasileiro. Temos que aproveitar o momento, tem que pensar em seguir adiante quando não for ruim e aproveitar o bom momento.


Esporte Interativo: Acredita que o Santos ainda está forte na briga pelo título do Brasileirão?
Carlos Sánchez: Confiantes sempre estaremos, sabemos como estamos jogando, no clube que estamos jogando e isso é importante. Não nos vemos longe da briga pelo título, sempre queremos chegar mais longe. Temos time, confiança e esperança de chegar ao título no final.

Esporte Interativo: Como foi acompanhar de longe a situação do seu irmão (Nicolás De Lá Cruz, do River), que teve prisão decretada e quase perdeu um jogo das quartas de final da Libertadores? E como é ver ele fazendo sucesso em um clube que você tem tanta história?
Carlos Sánchez: Foi um momento ruim para ele, fiquei tranquilo porque falava com ele o tempo todo. Ele mostrou seus sentimentos, o que sentia naquele momento, que tinha um pouco de medo pelo o que estava acontecendo. Agora ele está em um momento muito bom, aproveitando esse momento, será muito bom para ele. Está em um clube grande, que sempre está disposto a brigar por coisas importantes, fico muito feliz por ele e pelo momento que está vivendo.

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