Futebol Brasileiro

EXCLUSIVO: Lucas Esteves diz se sentir honrado de poder ajudar comunidades carentes

Em meio à pandemia do coronavírus, Lucas Esteves, lateral do Palmeiras, doou 100 cestas básicas a comunidades de São Paulo e Osasco. Confira a entrevista exclusiva

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Por Aline Dias, Rodrigo Fragoso e Victor Lopes

Lucas Esteves realizou doações de 100 cestas básicas(Assessoria Palmeiras)

Lucas Esteves realizou doações de 100 cestas básicas | Assessoria Palmeiras

Nesta terça-feira (31), o lateral-esquerdo do Palmeiras, Lucas Esteves, realizou a doação de 100 cestas básicas para famílias carentes de comunidades do Rio Pequeno, bairro de São Paulo onde mora atualmente, e Osasco.

A iniciativa do jogador surgiu devido à pandemina do novo coronavírus. Em entrevista exclusiva ao Esporte Interativo, Lucas contou que se sente honrado em poder ajudá-los.

Eu acho que não tem idade pra você fazer o bem pra humanidade. Até porque eu venho de uma família simples, humilde, e hoje graças a Deus tenho uma condição, um contrato bom que faz com que eu pense e olhe pra trás. Vendo o que eu já passei lá atrás, eu vejo que, pra muitas famílias, é difícil. Ainda mais com essa epidemia que o nosso Brasil está passando, eu me sinto muito honrado em poder estar ajudando essas pessoas que realmente precisam", declarou.

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Hoje com 19 anos, o lateral do Verdão revela que é inspiração para crianças e adolescentes da comunidade do Rio Pequeno e diz que carrega com ele o reconhecimento de cada um.

E as doações não param por aí. O atleta garantiu que o seu objetivo é continuar ajudando as famílias que necessitam. "Sempre vou querer ajudar quem realmente precisa, fazendo outros tipos de doações para famílias, crianças ou até mesmo hospitais e escolas".

Confira a entrevista exclusiva na íntegra:

Esporte Interativo: Lucas, conte um pouco da sua infância na comunidade do Rio Pequeno, onde você ainda mora. Você é de família simples. Brincava na rua? Muitas dessas famílias carentes te viram crescer? Carrega alguma história marcante com você da comunidade?

Lucas Esteves: É uma comunidade muito simples. Eu, com 7 anos, comecei em Osasco, como contei pra algum de vocês, mas aos 9 anos eu costumava vir pra essa comunidade aqui no Rio Pequeno todo final de semana. Então, todo final de semana que eu vinha, eu jogava bola. Jogava de manhã no campo, jogava à tarde, brincava... Tenho muitos amigos ainda, muitas pessoas aqui me conhecem e me admiram muito por conta disso. Por eu sair daqui da comunidade e hoje estar no Palmeiras, que é um grande clube brasileiro, então pra muitos eu sou muito espelho. E algo marcante que eu carrego é isso, o reconhecimento de cada pessoa por mim, pela minha pessoa, pela minha carreira. E por eu ser espelho pra muitas crianças, pra muitos jovens que estão vindo ai que gostam do futebol.

EI: Você também escolheu Osasco como um dos lugares que receberão as cestas básicas. Qual sua relação com a cidade ou com a instituição de caridade?

LE: Osasco é a cidade que eu sempre vou levar pra minha vida. Foi lá onde começou tudo na minha carreira. Foi lá que eu comecei a jogar, que eu comecei a praticar mais o esporte. Foi lá que eu tive a primeira oportunidade de ir pra escolinha, que eu fui pra escolinha do São Paulo, e hoje estar no Palmeiras foi graças lá que começou. O bairro, que se chama Jardim Conceição, hoje eu sempre que posso estou ajudando. Então lá eu tenho muitos amigos e faço questão de ajudar. Fico feliz em fazer essas pessoas felizes. E é sempre bom estar ajudando quem realmente precisa.

EI: Aos 19 anos você é capaz de fazer um ato tão grandioso quanto esse, doando 100 cestas básicas para pessoas que precisam. Como você encara a sensação de poder fazer o bem tão cedo? Imaginava ser possível tão rapidamente ajudar quem precisa na sua carreira?

LE: Eu acho que não tem idade pra você fazer o bem pra humanidade. Até porque eu venho de uma família simples, humilde, e hoje graças a Deus tenho uma condição, um contrato bom que faz com que eu pense e olhe pra trás. Vendo o que eu já passei lá atrás, eu vejo que, pra muitas famílias, é difícil. Ainda mais com essa epidemia que o nosso Brasil está passando, eu me sinto muito honrado em poder estar ajudando essas pessoas que realmente precisam.

EI: Quando você era menor, você recebeu alguma doação desse tipo? Viu acontecer na sua comunidade? Pensava em "retribuir" de alguma forma?

LE: Doação assim não. Mas teve bastante gente que hoje eu carrego como pessoas importantes. Eu sei quem são as pessoas que me ajudaram quando eu precisava. Como eu falei, venho de uma família humilde, simples, e tinham muitas pessoas hoje lá na comunidade de Osasco que sempre me ajudaram, procuravam me dar o dinheiro de uma passagem pra eu ir treinar, às vezes me davam uma carona. Então hoje eu fico muito feliz em poder estar ajudando pessoas, famílias, crianças que necessitam.

EI: Você pretende fazer novas doações durante sua carreira? Sente que quer retribuir seu sucesso profissional de várias formas para as pessoas que precisam?

LE: Sim, claro! Sempre vou querer ajudar quem realmente precisa, fazendo outros tipos de doações para famílias, crianças ou até mesmo hospitais e escolas. Será sempre um prazer estar ajudando essas pessoas que precisam. Espero sim fazer outros tipos de doações. Graças a Deus hoje estou podendo ajudar e espero poder ajudar mais ainda lá na frente.

 
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