Futebol Brasileiro

Ex-auxiliar de Ceni rasga elogios a Militão e critica São Paulo: 'Venderam nossos melhores jogadores'

Michael Beale, que foi auxiliar de Rogério Ceni no comando do São Paulo, afirmou que 'não sabia onde o clube queria chegar' com a venda de jogadores; Militão, um dos que saíram, foi comparado a Alexander-Arnold, do Liverpool, pelo profissional inglês

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Por Redação do Esporte Interativo

Beale foi auxiliar no Liverpool antes de aceitar convite de Ceni para trabalhar no São Paulo(Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Beale foi auxiliar no Liverpool antes de aceitar convite de Ceni para trabalhar no São Paulo | Rubens Chiri / saopaulofc.net

Michael Beale teve uma passagem curta, mas intensa no futebol brasileiro. Auxiliar de Rogério Ceni no primeiro trabalho do ídolo do São Paulo como treinador, Beale relembra que as decisões da diretoria do Tricolor sobre a venda de atletas foi sua principal motivação para deixar o clube.

“Eu deixei o São Paulo porque eles venderam vários dos nossos melhores jogadores e eu não conseguia enxergar aonde queriam chegar com este projeto. Foi a minha primeira experiência no futebol profissional. Só importava vender (os jogadores) no Brasil, porque não é uma liga com muito dinheiro. Eu não conseguia entender”, afirmou ao 'Goal'.

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Achei difícil vender o Éder Militão para o Porto, para logo depois ele ir para o Real Madrid. Eu não o queria por apenas 10 ou 15 jogos, queria por mais tempo. Nós vendemos o David Neres para o Ajax, outros dois para o Lille, vendemos o Maicon para o Galatasaray, o João para a Atalanta. Foi muito difícil distinguir o caminho que estavam traçando”, analisou.

Beale trabalhou como auxiliar no Liverpool antes de receber o convite de Rogério Ceni e atualmente trabalha com uma lenda de seu ex-clube na Inglaterra, Gerrard - que treina o Rangers, da Escócia. O conhecimento de Beale sobre os Reds rendeu uma comparação entre Militão e um dos principais laterais do mundo na atualidade: Alexander-Arnold.

“Éder fazia parecido com o que Trent (Alexander-Arnold) está fazendo agora. Torcíamos por ele, mas às vezes não dá para ver o quão rápido eles fazem as coisas. O Éder foi para o Porto, que ajudou muito em sua mudança para a Europa. Ele teve dois anos fantásticos da Europa e agora, no Real Madrid, está encontrando dificuldades. Ele está brigando por posição com os melhores do mundo, como Varane e (Sergio) Ramos. Ele vai aprender, vai crescer e ficar melhor dia após dia. Já é um jogador de seleção brasileira, joga pela seleção mais mítica do mundo. Eu fico apenas sorrindo por ter 1% de impacto na carreira do Éder, estava por perto quando ajudamos ele a estrear no time, então fico orgulhoso disso”, garantiu.

 
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