Futebol Brasileiro

Final do Mundial de Clubes: os pontos fortes e fracos de Liverpool e Flamengo

Ingleses e brasileiros tiveram duelos difíceis na semifinal do torneio e precisarão estar antentos a todos os defeitos e qualidades que encontrarão de ambos os lados; decisão está marcada para sábado (21), às 14h30 (de Brasília)

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Por Redação do Esporte Interativo

Klopp e Jesus duelam no próximo sábado (21) pelo topo do futebol mundial na temporada de 2019

Klopp e Jesus duelam no próximo sábado (21) pelo topo do futebol mundial na temporada de 2019

Após 38 anos, Liverpool e Flamengo estarão frente à frente mais uma vez em suas histórias. Pela segunda vez, os clubes vão disputar a final do Mundial de Clubes. Em 1981, melhor para os cariocas, que 'botaram os ingleses' na roda' com uma vitória por 3 a 0. Mas e em 2019, será que os reds vão conseguir sua vingança ou os rubro-negros vão repetir a história de quase quatro décadas atrás?

Para tentar prever o que vai acontecer na decisão do próximo sábado (21), vamos dissecar um pouco os times de Jürgen Klopp e Jorge Jesus e apresentar o que de melhor e pior têm as equipes campeãs da Libertadores da América e da Champions League. 

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LIVERPOOL

Pontos fortes:

  • Trio de ataque: Salah, Mané e Roberto Firmino. Hoje, a trinca pode ser considerada a mais poderosa do futebol mundial. O egípcio, o senegalês e o brasileiro possuem um entrosamento impecável, produzem jogadas com o entendimento do olhar e são extramamentes decisivos. Os três contribuem de forma constante, tanto em gols como em assistências. 
  • Intensidade e entrosamento: os comandados de Klopp têm a marca de não tirarem o pé do acelerador em nenhum momento, buscando o gol a todo tempo e pressionando bastante seus adversários. Os ingleses costumam ter muita posse de bola, aliada a volume de jogo e verticalidade. Além do que, este plantel joga junto há anos, o que faz toda diferença, principalmente em jogos decisivos. 
  • Laterais: neste momento, o jogo do Liverpool passa bastante pelos seus laterais, principalmente Alexander-Arnold. Tanto ele quanto Robertson vivem fases fantásticas e têm sido fundamentais no sucesso dos reds nos últimos anos. O primeiro, inclusive, vem sendo considerado por especialistas o melhor lateral-direito do mundo. As jogadas de ultrapassagem e velocidade de ambos são dois dos tantos segredos do Liverpool. Além disso, são jogadores com capacidade de 'cruzar com passes' para dentro da área. 
  • Virgil van Dijk e Alisson: ausente da semifinal, o zagueiro deve estar em campo na decisão. Sobre ele, não é necessário muita explicação. O holandês foi eleito o segundo melhor jogador do mundo na temporada, atrás apenas de Lionel Messi. Ficou também em segundo na eleição da Bola de Ouro, perdendo novamente para o gênio argentino. É o melhor defensor do mundo. Já o goleiro brasileiro foi eleito o número um da sua posição em todas premiações possíveis. 

Pontos fracos:

  • Fragilidade defensiva: apesar dos supracitados Alisson e van Dijk, o sistema de defesa do Liverpool como um todo vem tendo problemas, principalmente na atual temporada. Em espaços que começam na primeira linha do meio de campo, o time tem tido muita dificuldade em sair dos seus duelos sem sofrer gols e é um ponto que o Flamengo pode vir a explorar. Foi assim, inclusive, na semifinal do Mundial, contra o Monterrey, do México. 
  • Cansaço: o Liverpool vem de um calendário intenso em dezembro, que vai fazendo os jogadores chegarem desgastados ao final do mês. O próprio Jürgen Klopp reclamou do fato em coletivas recentes e fez questão de lembrar das lesões em sequência no clube, como são os casos de Fabinho, Wijnaldum e Lovren (cortado do Mundial de Clubes).
 
 

FLAMENGO

Pontos fortes:

 
  • Trio ofensivo: assim como no Liverpool, no Flamengo existe uma trinca que ganha jogos. Juntos, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol somam 96 gols e 45 assistências em 2019. Números que falam por si só. Os três decidiram quando o Flamengo mais esteve em apuros na temporada: final da Libertadores e semifinal do Mundial.
 
  • Experiência europeia: Rafinha e Filipe Luís fizeram suas carreiras praticamente inteiras no Velho Continente e jogaram no mais alto nível do futebol europeu durante anos. Nesta final, a experiência de nomes como estes é um positivo para o Rubro-Negro. Os Diegos, Alves e Ribas, e o espanhol Pablo Marí, também possuem vasta rodagem na Europa. Isso sem contar nomes como Gerson, Bruno Henrique e Gabigol, que também estiveram em terras estrangeiras.
 
  • Amor pela bola: seja em qualquer jogo, competição ou contra qualquer adversários, os flamenguistas entram em campo com um objetivo: jogar futebol. A equipe não abre mão de ter a bola e tentar jogadas verticais a todo momento.
 
  • Jorge Jesus: o português é o grande diferencial da temporada encantada da instituição. E parece não estar satisfeito. Sedento por títulos e recordes, ele vai fazer de tudo para seus comandados garantirem mais uma taça. O treinador tem sabido preparar bastante bem seu time para decisões. Mexeu muito bem na virada sobre o Al-Hilal, por exemplo. Será crucial na tentativa de diminuir a distância que existe entre os seus comandados e o Liverpool, naquela considera a final mais importante da carreira. 
 

Pontos fracos:

 
  • Gols sofridos: nos seus últimos desafios em 2019, o clube da Gávea vem sendo vazado pelos rivais de forma muito parecida, evindenciado uma falha coletiva no sistema de defesa. Do lado esquerdo, por exemplo, saíram gols praticamente iguais de River Plate e Al-Hilal, na final da Libertadores e na semifinal do Mundial, respectivamente.
 
  • Desgaste: o Flamengo de Jorge Jesus poupou muito pouco ao longo do segundo semestre. Mediante a isto, alguns jogadores, principalmente os que chegaram no meio do ano da Europa e não tiveram férias, estão demonstrando um evidente cansaço. Os dois casos mais evidentes são o de Gerson e Filipe Luís, que caíram vertiginosamente de produção. 
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