Futebol Brasileiro

Jesualdo relembra quando viu Santos de Pelé no estádio e fala em 'último desafio da carreira'

Novo técnico do Santos, Jesualdo Ferreira também comentou sobre seu esquema tático preferido, o 4-3-3, e analisou o apertado calendário do futebol brasileiro

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Por Redação do Esporte Interativo

Com 73 anos, o técnico comparou a dificuldade de assumir o Santos com seus trabalhos anteriores em Portugal(Getty Images)

Com 73 anos, o técnico comparou a dificuldade de assumir o Santos com seus trabalhos anteriores em Portugal | Getty Images

O Santos de Pelé marcou época no futebol mundial. Em 1962, o time foi campeão mundial contra o Benfica, de Portugal, que havia sido o campeão da Liga dos Campeões diante do Real Madrid, da Espanha. Na época, como o Mundial de Clubes era disputado em jogos de ida e volta, o Peixe jogou no Estádio da Luz, em Lisboa, e venceu por 5 a 2, com direito a três gols do Rei do Futebol. Presente no estádio naquela partida, o novo técnico do Peixe, Jesualdo Ferreira, se impressionou.

“A primeira grande referência que tive do futebol brasileiro foi o Santos. Em 1962, eu ainda era novo… Lembro que o Santos enfrentou o Benfica. Nunca mais esqueço daquele time do Santos, com Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Acompanhei Benfica e Santos na Luz. Felizmente pude acompanhar uma coisa que nunca tinha visto na minha vida, que era um senhor chamado Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Logo ali, o Santos tornou-se o meu clube no Brasil”, afirmou.

Com 73 anos de idade, o treinador também garantiu que o Santos será "o último maior desafio da minha carreira" e comparou com seus trabalhos anteriores, em Portugal. "Dizer que os outros (desafios), como o Porto, não foram tão fortes? Não seria honesto dizer isso. Mais difícil? No momento é, porque antes conhecia e dominava muito mais as questões do que agora. Dominava mais o contexto”, analisou.

Fã do esquema de jogo 4-3-3, Jesualdo garantiu que pretende manter o esquema que utilizou muito ao longo de sua carreira, mas não descartou uma mudança caso não encontre as peças corretas no elenco.

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“Se chegar ao Santos e não encontrar os volantes/meias que gosto… Bom, aí você me pergunta: vai abdicar do 4-3-3? Não sei. Tenho que ver quais são as outras soluções, sem perder aquilo que quero: procurar sempre o gol. Entre ter posse de bola e chegar rápido ao ataque, prefiro a segunda opção. Quero a primeira opção? Quero! Mas quero isso sem perder a capacidade de chegar rápido ao gol. Do que vi do Santos do Sampaoli, o time tem três atacantes (Marinho, Soteldo e Eduardo Sasha) muito rápidos, fortes e com mobilidade. Logo, vai ser mais fácil para que as minhas ideias entrem rapidamente”, disse, já mostrando conhecimento sobre o elenco do Alvinegro Praiano.

Prestes a conhecer de perto o apertado calendário do futebol brasileiro - o Santos disputará o Paulistão, o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Libertadores -, Jesualdo já leva em conta a dificuldade do pouco período de preparação para a estreia do Peixe no Estadual, diante do Red Bull Bragantino, dia 23 de janeiro.

“Vou começar a temporada no dia 10 e jogar já no dia 23. A partir daí, serão jogos de quatro em quatro dias (no Paulistão). Depois tem a Libertadores e o Brasileirão. Como vai ser o processo de preparação do meu time? Primeiro vou fazer uma série de análises rápidas dos últimos jogos. Assim, vou mostrar aos meus jogadores o que eles já fizeram, o que está errado e o que está certo. Vou privilegiar o 'certo', que é o mais importante. No treino não vou me preocupar muito com aquela fase de cargas altas, de força física… Vou fazer treinos de jogo. Vou potencializar ainda mais aquilo que o time já sabe fazer. Não quero perder tempo com a afinação física”, finalizou.

 
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