Futebol Brasileiro

Montenegro critica 'pequenininhos' Fla e Vasco: 'Irresponsáveis, homicidas'

Membro do comitê gestor do futebol do Botafogo soltou o verbo para cima dos rivais após encontro dos seus presidentes com Jair Bolsonaro

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Por Redação do Esporte Interativo

Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente e membro do comitê gestor do futebol do Botafogo(Vitor Silva / Botafogo F.R)

Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente e membro do comitê gestor do futebol do Botafogo | Vitor Silva / Botafogo F.R

Nesta terça-feira (19), os presidente Rodolfo Landim e Alexandre Campello, de Flamengo e Vasco, respectivamente, se encontraram com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, visando o retorno às atividades no futebol. E Carlos Augusto Montenegro, membro do comitê gestor do futebol do Botafogo, cobriu os mandatários de críticas. O ex-presidente alvinegro citou irreponsabilidade e questionou se a dupla não está 'regulando bem'.

"Não tem justificativa para a volta do futebol. Estamos com um problema sério principalmente no Rio de Janeiro. No Brasil, estamos chegando perto de 1 mil pessoas (mortas) por dia. Todos os hospitais com problema. Não sei se as pessoas estão sendo irresponsáveis, homicidas ou se não estão regulando bem. O futebol não é atividade essencial", disse, em entrevista ao 'Globo Esporte'.

Montengro também afirmou que as instituições precisam ser grandes dentro e fora de campo, falando em 'atitude de time pequeninho' a de rubro-negros e cruz-maltinos. Ele questionou se ambos vão se responsabilizar caso jogadores, funcionários e seus familiares forem contaminados pela Covid-19.

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"Os clubes têm que ser grandes dentro e fora de campo. É uma atitude de time pequenininho. Eles podem se tornar homicidas forçando uma barra dessas. Quem vai se responsabilizar se um atleta ou um funcionário passar para um membro da família, alguém em casa? Que protocolo é esse? As pessoas vêm treinar e, quando voltam, podem estar contaminadas".

A reunião teve como objetivo dar um passo a mais em relação às tratativas sobre a possibilidade de que Vasco e Flamengo treinem no estádio Mané Garrincha durante a pandemia. A opção entrou em pauta pelo fato de que em Brasília os clubes não teriam o empecilho do governo nem do município para retornarem às atividades, já que no Rio de Janeiro, as autoridades ainda não autorizaram o retorno. 

"Estão agindo por conta própria, ninguém procurou a gente. Porque eles sabem que a gente não é irresponsável. A gente pode ter problema, faltar dinheiro... Não temos o elenco do Flamengo, mas aqui não tem irresponsável. A síntese é a seguinte: isso é uma covardia com os jogadores, a comissão técnica e os familiares dessas pessoas todas", completou Montenegro.

 
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