Futebol Brasileiro

Palmeiras contesta sugestão da oposição de 'manobra' para fechar 2019 no azul

Grupo de 36 membros do Conselho Deliberativo protocolou requerimento pedindo esclarecimentos sobre balanço de 2019 e transparência no exercício de 2020
 

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Por Rodrigo Fragoso Esporte Interativo

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, ao lado do gerente Cícero Souza(Cesar Greco / SE Palmeiras)

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, ao lado do gerente Cícero Souza | Cesar Greco / SE Palmeiras

Na manhã desta segunda-feira (18), um grupo de 36 conselheiros do Palmeiras protocolou um requerimento exigindo transparência e esclarecimentos sobre o balanço de 2019, que apresentou um superávit de R$ 1,7 milhão. Um dos questionamentos sugere a inclusão de um "conceito incompreensível e inédito" que teria transformado o último exercício fiscal de déficit para superávit. Em contato exclusivo com a reportagem do Esporte Interativo, a atual gestão do Palmeiras explicou do que se trata o item.

A reportagem do Esporte Interativo teve acesso ao documento, que cita o item 'Estoque' entre os ativos como o motivo da alteração de status no resultado final dos números do ano passado.  Veja abaixo:

"O montante incluído no ativo como conta ESTOQUE não possui precedente nos balanços anteriores. Este valor, por si só, faz com que o resultado financeiro do último exercício deixe de ser negativo para se tornar positivo. O ineditismo dessa contabilização, portanto, suscita algumas dúvidas. Assumindo que a rubrica estoque (que não possui detalhamentos) diga respeito ao material esportivo, gostaríamos do acesso ao contrato celebrado com a Puma, assim como aos lançamentos contábeis realizados a esse respeito", diz o documento protocolado pelo grupo. 

No balanço do clube, que o Esporte Interativo também teve acesso, o montante que se refere ao Estoque é de R$ 2,6 milhões, como é possível ver imagem de reprodução do balanço acima. Sem esse valor, o Palmeiras fecharia o exercício com déficit aproximado de R$ 900 mil. 

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A explicação da gestão do clube é que o novo contrato celebrado com a Puma e iniciado nesse exercício é dividido em valor financeiro (a popular "luva"), royalties da venda de material esportivo e bonificação em material esportivo, reconhecendo os respectivos valores como receita. Em relação  à contabilização do material esportivo em estoque no balanço de 2019 deve-se ao valor corresponde ao saldo de itens da Puma que permaneceram no estoque após apuração do inventário físico anual. A partir de 2020 a prática foi ajustada quando o clube, além de reconhecer a entrada da bonificação de material esportivo no estoque (contrapartida a receita), passou a apurar também a despesa quando da utilização desse material no futebol profissional, base e outros esportes (baixa do estoque). Ainda segundo o clube, o item no balanço está de acordo com as regras contábeis e foi aprovado pelas auditorias interna e externa.

TROCA DE AUDITORIA E TRANSPARÊNCIA

O documento de oito páginas fala em transparência e sugere, pelas práticas de boa governança, a troca da auditoria externa do clube, que já se faz presente há oito anos no Palmeiras. Pessoas ligadas à gestão atual do clube entendem que não há motivo para questionar a atual auditoria e não enxergam lógica na ideia de que a empresa poderia colocar em risco sua reputação alterando ou maquiando números. O grupo também pede a criação de um "Espaço Contas Abertas" no site oficial, tomando como referência trabalhos realizados por Flamengo, Fluminense, Bahia e Santos, além da volta dos balancetes mensais, que tiveram a publicação interrompida em março de 2019. O documento é finalizado com o pedido de que os questionamentos presentes ali sejam respondidos em 15 dias, por escrito, com a permissão da divulgação pública.

 
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