Futebol Brasileiro

Paulo Turra compara fases ruins no Brasil e na Europa e questiona: 'Quem sabe estaríamos no Palmeiras até hoje?'

Auxiliar do Palmeiras na passagem de Felipão pelo clube, Turra usou eliminações recentes do Liverpool em mata-mata para refletir sobre saída da comissão técnica em 2019 
 

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Por Redação do Esporte Interativo

Paulo Turra trabalhou ao lado de Felipão no Palmeiras(Cesar Greco/SE Palmeiras)

Paulo Turra trabalhou ao lado de Felipão no Palmeiras | Cesar Greco/SE Palmeiras

A saída da comissão técnica de Luiz Felipe Scolari do Palmeiras aconteceu em meio a uma fase ruim da equipe em 2019, meses depois da conquista do título brasileiro de 2018 e semanas depois da quebra de uma sequência de 33 jogos de invencibilidade em partidas de Campeonato Brasileiro. O Palmeiras entrou em recesso para a Copa América como o time a ser batido e bastaram 13 jogos após o retorno da temporada nacional para o fim do ciclo de Felipão e seus auxiliares no clube. O auxiliar de Felipão, Paulo Turra, ainda não consegue entender o que ocorreu: "ninguém vai conseguir te dar uma certeza do que realmente aconteceu". 

Em meio a essas 13 partidas, o fim da invencibilidade de 33 jogos em derrota para o Ceará e as eliminações para Internacional, na Copa do Brasil, e Grêmio, na Libertadores, fatos que geraram protestos contra time, técnico e diretoria. "Isso faz parte do futebol e nós não ficamos surpresos. Não cabe a nós julgar. Nós não fomos os primeiros e também não seremos os últimos a conviver com isso", avaliou o assistente de Felipão, que enxerga nessa fase ruim algo habitual em grandes clubes, como o Liverpool.

"O que aconteceu com a gente, por exemplo, aconteceu com o grande time do futebol mundial, que guardadas as proporções, já que estão na Premier League, era o time da moda, mas que não jogava muito diferente ou muito mais do que o Palmeiras na boa época: o Liverpool", comentou Turra, que seguiu: "eles tiveram um momento parecido, perderam uma invencibilidade de mais de 40 jogos no campeonato inglês, foram eliminados na FA Cup e também da Champions League. São momentos ruins. Nós tivemos esse momento pós-Copa América.

De acordo com Turra, as eliminações nas competições de mata-mata foram determinantes para a tomada de decisão da diretoria, que poderia ter sido diferente e permitido uma longevidade maior a Felipão. "Nos jogos de ida vencemos e na volta fomos eliminados. E foram eles que ditaram o destino naquele momento. Mas será que se nós tivéssemos continuado, não retomaríamos o ritmo? Como com certeza o Liverpool vai retomar, Barcelona uma vez já retomou e Real Madrid já retomou em outros momentos", questiona Paulo Turra, que ainda completa com outra dúvida: "Se tivéssemos tido essa fase menos boa no início do Brasileiro, antes dos mata-mata, quem sabe estaríamos no Palmeiras até hoje, não é?"

DEMISSÃO DA COMISSÃO TÉCNICA APÓS DEMONSTRAÇÃO DE APOIO DE ALEXANDRE MATTOS

Quando a comissão técnica deixou o Palmeiras, a saída do ex-diretor de futebol do clube Alexandre Mattos já era debatida nos bastidores. As informações eram de que o executivo já não tinha boa relação com a comissão técnica, parte dos jogadores e também da diretoria. Questionado sobre a relação de Alexandre Mattos com os profissionais do clube e a postura de mandar embora a comissão técnica dias após conceder uma entrevista coletiva ao lado de Felipão mostrando apoio ao trabalho, Paulo Turra preferiu não entrar em detalhes:

"O Palmeiras, com problemas, foi campeão e assim continuará. Cada vez vai ficar mais forte. Tem problemas em quaisquer situações. As pessoas são adultas, solucionam e o clube foi campeão, que é o que realmente importa. Todos ali foram profissionais campeões. Não é questão de perdoar nada, mas entender. Até que me provem o contrário, vou entender que não fizeram nada por maldade contra a gente", concluiu Turra. 

Paulo Turra, Carlos Pracidelli e Felipão já estão trabalhando pensando no próximo clube em que vão comandar e têm reuniões a cada dois dias para buscar evolução em relação aos últimos trabalhos realizados no Palmeiras e no Guagzhou. O auxiliar de Felipão revelou também que alguns clubes entraram em contato com o treinador, negociaram, mas não houve acerto, sendo que a parte financeira não tem sido o primordial na escolha de Felipão para o próximo passo da comissão técnica.

 
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