Futebol Brasileiro

Pontos fortes e fracos do River: jornalistas argentinos analisam rival do Flamengo

Brasileiros e argentinos decidem o título da Libertadores no próximo sábado (23), às 17h (de Brasília), em Lima

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Por Rodrigo Silva

River Plate tenta levar a Libertadores pelo segundo ano seguido(Marcelo Endelli/Getty Images)

River Plate tenta levar a Libertadores pelo segundo ano seguido | Marcelo Endelli/Getty Images

Invicto desde agosto e virtual campeão brasileiro, o Flamengo tem pela frente, no próximo sábado (23), às 17h (de Brasília), no Estádio Monumental, no Peru, o jogo mais importante das últimas décadas. Embalado pelo grande momento, o time carioca tentará conquistar a Libertadores pela segunda vez em sua história - a primeira foi em 1981 com Zico e companhia. Entretanto, para a glória eterna, os Rubro-Negros precisam superar um adversário de respeito: River Plate, tetracampeão do torneio e atual vencedor da competição. 

Às vésperas do duelo decisivo, o Esporte Interativo conversou com dois jornalistas argentinos, que destacaram os principais pontos fortes e fracos da equipe comandada por Marcelo Gallardo. Juan Pablo Méndez, do "Olé", e Manu Fanizza, do programa "Viva El Futbol", da rádio "AM 1130", tiveram a missão de destrinchar o rival do Flamengo e opinar se o time de Buenos Aires chega mais forte nesta final ou se era mais perigoso em 2018, quando bateu o Boca Juniors na decisão e foi campeão da Libertadores.

Confira:

EI: O que é possível destacar neste River Plate? 

Juan Pablo Méndez: "É um time convicto e que entende bem as ideias do treinador (Marcelo Gallardo). Os jogadores estão juntos há muito tempo. Tem um goleiro forte, um meio-campo muito dinâmico e jogadores contundentes. O River Plate tem experiência nesse tipo de jogo e chega com menos pressão que o Flamengo". 

Manu Fanizza: "River funciona muito bem coletivamente. Além disso, o time se encontra muito bem fisicamente.  Gallardo utiliza muito as laterais para construir as jogadas ofensivas e para ampliar o campo de jogo. O segredo é cortar a criação de jogo do meio-campo. O Flamengo terá que anular Enzo Pérez, Nacho Fernández e Palacios. Esse trio é o termômetro do River Plate, mas Nicolás De La Cruz também está em bom momento".

EI: Onde o Flamengo pode levar vantagem? 

Juan Pablo Méndez: "Martínez Quarta (zagueiro) falhou nos últimos jogos do River Plate. O atacante Lucas Pratto não está no seu melhor momento. Enzo Pérez se recupera de lesão. O time tem menos reposição que o Flamengo. Mas a força coletiva ainda se mantém". 

Manu Fanizza: "O jogo aéreo na defesa é o que pode mais prejudicar o River. Além disso, se uma equipe se fecha muito no campo de defesa, o River tem dificuldade de furar o bloqueio". 

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EI: O River Plate chega mais preparado para esta final ou esteve melhor em 2018?

Juan Pablo Méndez: "É difícil responder isso, mas não tem mais Pity Martínez (atualmente está no Atlanta United), que já é uma diferença importante. O pior para o River Plate é que o Flamengo, hoje, é melhor que o Boca Juniors de 2018. Nas casas de apostas, River era favorito na última final. Hoje, é o Flamengo."

Manu Fanizza: "Pelo contexto, está melhor preparado para esta final do que em 2018. River Plate chegará com nove dias de descanso para a partida e não terá a pressão de enfrentar o Boca Juniors. A final de 2018 foi muito atípica, por tudo que aconteceu. Nesse ano está tudo muito organizado, e isso favorece ao River fazer as coisas funcionarem bem".

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