Futebol Brasileiro

Prass exalta ‘título’ de 2014 e revela ‘profecia’ de Nobre em final de 2015 contra o Santos

Ex-presidente do Palmeiras brincou antes da final da Copa do Brasil que Prass decidiria para o Verdão

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Por Carlos Eduardo Alves

Fernando Prass fez o gol do título para o Palmeiras na Copa do Brasil de 2015(Cesar Greco/Agência Palmeiras)

Fernando Prass fez o gol do título para o Palmeiras na Copa do Brasil de 2015 | Cesar Greco/Agência Palmeiras

O Palmeiras hoje é considerado um dos melhores elencos do Brasil, é o atual campeão brasileiro, tem suas finanças estabilizadas e estrutura de primeira. O clube alviverde vive, sem dúvida, um ótimo momento, tanto dentro quanto fora das quatro linhas.

O que se vê hoje no Verdão é fruto de uma reestruturação no clube. Até 2014, a equipe vivia um momento muito ruim financeira e tecnicamente. Com pagamentos atrasados e sem dinheiro para grandes contratações, o Palmeiras sofria com a ameaça de um terceiro rebaixamento.

Um dos grandes ídolos da história recente do Palmeiras e personagem fundamental nessa mudança de realidade do clube, Fernando Prass revela que não considera o principal “ponto de virada” do Palmeiras o título da Copa do Brasil de 2015, mas sim a permanência na Série A em 2014.

"O mais importante foi em 2014. Aquele foi o 'primeiro' título, porque aquilo deu base para tudo. Se a gente é rebaixado em 2014, não ia existir 2015 e não ia existir 2016, porque nós teríamos dado um passo para trás", disse o goleiro em entrevista exlcusiva ao Esporte Interativo.

Apesar das palavras do ídolo, é inegável que para a torcida, o momento que mais ficou marcado na memória foi a final da Copa do Brasil de 2015, contra o Santos. Com a rivalidade aflorada pelas polêmicas disputas do ano (o Santos levou a melhor sobre o Palmeiras no Paulistão), o confronto foi de tirar o fôlego.

Após perder o jogo de ida por 1 a 0, o Palmeiras venceu a volta por 2 a 1 e levou a grande decisão para os pênaltis. A partir deste momento, começou a brilhar a estrela de Fernando Prass. O goleiro defendeu uma cobrança santista, viu outra ser cobrada para fora e chegou na última com a responsabilidade de bater o penal decisivo.

Eu não sou louco de bater. Eu bati porque eu tinha treinado, porque estava preparado. Se não tivesse treinado, eu não tinha batido.

A decisão de Prass cobrar o pênalti pode ter surpreendido a muitos à época e, talvez, até hoje. Poucos sabem, no entanto, que o gol do título ser marcado pelo goleiro foi uma ‘profecia’ do então presidente do clube, Paulo Nobre.

 

Passada essa histórica edição da Copa do Brasil, Prass conquistou ainda dois títulos do Campeonato Brasileiro pelo Palmeiras (2016 e 2018) e chegou até a Seleção. O goleiro seria o titular do Brasil no inédito ouro olímpico de 2016, mas acabou se lesionando e dando vaga a Weverton – hoje seu companheiro de clube.

Com uma história já consolidada no Palmeiras, Prass revela que até hoje se arrepia quando é chamado de ídolo do clube pela torcida alviverde.

"Eu até me arrepio. O cara vai ficando mais velho, você vai ficando mais emotivo, passa a dar valor a determinadas coisas. Hoje minha prioridade é o Palmeiras, não tem parte financeira que mude. Eu quero aproveitar e desfrutar desse carinho que a torcida tem por mim, que é fora do normal".

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