Futebol Brasileiro

Representante de Borja, do Palmeiras, critica Mano Menezes

Após participações do técnico do Palmeiras em programa de TV, o representante de Borja, Juan Pablo Pachon, respondeu Mano Menezes de forma dura

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Por Redação do Esporte Interativo

Mano Menezes foi rebatido por empresário de Borja(Marcello Zambrana/AGIF)

Mano Menezes foi rebatido por empresário de Borja | Marcello Zambrana/AGIF

Juan Pablo Pachon, representante de Borja, não gostou do que Mano Menezes falou sobre o atacante no programa "Bola da Vez", da ESPN Brasil. O técnico do Palmeiras declarou que o atacante não tinha uma trajetória em times de grande expressão do futebol até chegar no Atlético Nacional, da Colômbia, e que Borja não é a estrela que todos imaginavam ser em 2016. Pachon achou que houve um desrespeito de Mano com seu atleta. 

Com 35 gols em 109 partidas, Borja está na sua terceira temporada pelo Palmeiras e vem sendo a última opção ofensiva de Mano Menezes. Com 26 anos e contrato até o final de 2021, existe a chance do colombiano sair do Palmeiras antes do fim do contrato.

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Confira a declaração de Mano Menezes:

"O Borja, ao contrário do que pode parecer, não tinha uma trajetória tão grande antes de chegar ao Palmeiras. Ele chega ao Atlético Nacional, um time que já estava jogando muito bem com o Reinaldo Rueda. É contratado para as semifinais da Libertadores, faz gol em todos os jogos e é campeão e tratado como estrela. Os clubes passaram a desejá-lo, e isso o tornou uma estrela. Talvez não fosse.”

Veja a resposta de Juan Pablo Pachon:

"Como representante de Miguel Angel Borja, que atualmente joga no Palmeiras, e devido a declarações no programa "Bola da Vez", da ESPN Brasil, por parte do professor Mano Menezes sobre meu representado, eu me vejo obrigado a produzir um comunicado, pois as considero desrespeitosas e fora de lugar.
Em seus oito anos como profissional, Borja conseguiu títulos e premiações de nível nacional e internacional, como o Sul-Americano sub-20 de 2013, a Copa Sul-Americana de 2015, a Copa Libertadores de 2016 e em outras várias ocasiões foi goleador de campeonatos e copas.

Ao se referir à ida de Miguel para o Atlético Nacional, quero contar que não só foi campeão da Libertadores, mas também o artilheiro da Copa Sul-Americana de 2016, e assim foram 39 gols naquele ano, sendo cinco deles entre as semis e finais da Libertadores, um recorde que só tinha sido obtido pelo Rei Pelé.

Em 2017, chegou ao Palmeiras com o objetivo primordial de conseguir a tão desejada Copa Libertadores. Foi um ano de adaptação, seguramente não só para Borja, mas para todo o Palmeiras, pois a equipe teve três técnicos em seis meses, sendo eliminado nas oitavas de final e tendo Miguel como reserva.

Em 2018, quando teve um técnico (Roger Machado) que jogava um futebol para o ataque, que proponha o jogo e tinha como referência um atacante definidor e de área como é Miguel Borja, ele tornou-se o único jogador do elenco do Palmeiras a ser convocado à Copa do Mundo da Rússia, além de ser goleador do Paulista, tornando-se o primeiro artilheiro estrangeiro da história do torneio. Mais importante ainda, foi o goleador da Copa Libertadores com nove gols em 12 partidas e 805 minutos jogados. 

Na Libertadores de 2019, o artilheiro Gabriel Barbosa, que é o grande jogador que se conhece, fez sete gols em 12 partidas e 921 minutos jogados. Apesar dos excelentes números e estatísticas, Miguel foi substituído na primeira semifinal (contra o Boca Juniors) e a equipe sofreu dois gols em 15 minutos. Na segunda semifinal, o Palmeiras foi eliminado com o artilheiro da Libertadores iniciando no banco.

O ano de 2019 seguramente tem sido um dos mais difíceis na carreira de Miguel, pois seu rendimento baixo em fevereiro custou a titularidade. Mas cabe lembrar também que depois de meses sem ser usado, Miguel voltou a ser titular nas duas partidas (contra o Godoy Cruz) e não só fez gols em cada um deles, como foi eleito também o jogador da partida. Desafortunadamente, na fase seguinte e diante dos olhos de todo continente, inexplicavelmente não foi usado novamente, e o Palmeiras foi eliminado com Miguel Borja no banco.

Espero que isto ajude ao professor Mano Menezes a conhecer mais a fundo o seu jogador e a ser mais preciso quando fizer declarações públicas.

Eu lhe desejo muito êxito, pois entendo que o professor, apesar de seus 22 anos de carreira como técnico profissional, ainda não tem nenhum título internacional, tampouco um Campeonato Brasileiro. Tomara que nesta passagem pelo Palmeiras tenha algum êxito nestes dois e leve o Palmeiras a seu tão sonhado título internacional".

 

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