Futebol Brasileiro

Rodinei sobre críticas: ‘4 anos de Flamengo me fez aprender muito bem a saber lidar’

Lateral do Internacional tem contrato de empréstimo até dezembro de 2020, com a possível extensão do calendário para 2021, considera renovar pra permanecer no Colorado pelo menos até o fim da temporada

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Por Aline Nastari

Rodinei em coletiva no Inter em 14 de fevereiro. Créditos: Ricardo Duarte/Internacional

Rodinei em coletiva no Inter em 14 de fevereiro. Créditos: Ricardo Duarte/Internacional

Nessa quarta-feira (22), Rodinei foi o convidado do “Fora de Jogo”, programa diário nas redes sociais do Esporte Interativo. Em uma conversa alto astral e de forma bem espontânea, como é característica do lateral do Inter, falou sobre a forma com que lida com as críticas, chegada de Renzo Saravia pra disputar posição e as semelhanças e diferenças entre Jesus e Coudet. Rodinei ainda comentou sobre a possível extensão de contrato com o colorado, afinal, está emprestado pelo Flamengo até dezembro de 2020 e existe a chance da temporada se estender até ano vem como consequência da paralisação do futebol por causa da pandemia do novo coronavírus. Confira os destaques da entrevista:

Críticas recebidas quando chegou ao Inter

"O que eu tenho pra dizer é que independente de críticas são normais, ainda mais no Brasil, a gente sabe que tem muitas pessoas que falam sem nem ver o jogo, sem nem saber a história da pessoa e vai julgando. Quando cheguei no Inter foi assim, mas tenho feito meu trabalho. Quatro anos no Flamengo não é fácil, você ser vaiado no Maracanã, depois ser aplaudido por 70 mil, a pressão é assim mesmo. Hoje em dia eu levo minha vida desse jeito, quem me conhece sabe a alegria que eu transmito para as pessoas, então em relação a pressão isso não vai me abalar, eu posso estar lá no Beira-rio e metade da torcida estar vaiando e eu vou continuar dando meu melhor. Eu levo minha vida assim. A pressão a gente tem que aprender a lidar com ela e esses 4 anos de flamengo me fez aprender muito bem a saber lidar. Agora é continuar na luta e pressão é o que a gente ta vivendo agora nessa quarentena sem poder sair de casa."

 

Renovação com Inter, contrato de empréstimo chega ao fim em dezembro de 2020.

"Com certeza, a vontade é ficar no Inter, é o clube que eu estou feliz, que eu estou jogando, que estou tendo sequência. Mas em relação a isso a gente ainda não teve nenhuma conversa. Agora é esperar pra voltar e ver o que vai acontecer. Eu acho viável (estender o contrato). Lógico, qualquer jogador que está de empréstimo quer terminar a temporada no clube que est vestindo a camisa então acho que seria viável sim"

 

Chegada de Saravia pra disputar posição

"Eu sempre digo pros meus amigos, quanto mais pessoas boas é melhor. Isso vai me cobrar eu dar mais de mim dentro de campo, no treinamento. Independente se foi pedido do treinador ou não. eu também quando vim para cá, vim com o aval do Coudet. Era que nem quando eu estava no Flamengo e o Rafinha chegou, virou meu irmaozão, me liga toda semana pra saber como eu estou, o que eu estou fazendo, tem que ser assim. O que eu levo comigo é estar preparado, não ter negócio de inveja, "ah ele chegou porque o treinador pediu, não vou treinar, vou fazer carinha feia" e não é assim, isso não adianta porque no final quem perde é a gente mesmo. Então é continuar, se esforçar mais ainda, em busca de fazer um grupo bom, um grupo de amigos, um grupo de caráter porque é assim que a gente vai conquistar títulos esse ano"

 

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Redução de Salários nesse momento

"Nessa questão eu estou um pouco por fora ainda, lógico que a gente tem atletas pra resolver como o D'Alessandro, o Cuesta, que já tem mais tempo no clube. Mês passado a gente recebeu normal, mas agora não sei ainda se a gente volta a treinar segunda-feira porque o previsto é voltar segunda que vem. Tomara que a gente volte porque não aguento mais ficar em casa. Mas em relação a redução de salário ainda não chegou nada, tem que esperar voltar pra ver"

Semelhanças e diferenças de Coudet e Jesus

"No Brasil normalmente os treinadores que eu peguei, até na época de flamengo, nunca jogaram tão intenso como o Jesus. E o Coudet é parecido nessa questão de intensidade. Claro que cada um tem sua essência, mas eu comparei no sentido da intensidade. Agora, diferenças são vária: o Jesus você está dentro de campo, ele explode com você, começa a gritar, a te xingar e até o próprio torcedor pensa que ele está fazendo isso por mal, mas não, é o jeito dele. Já o Coudet é mais controlado, sabe a hora de chamar para conversar. O jesus também, sempre me chamou para conversar, teve um dia que eu estava dormindo 8h30 da manhã o João de Deus me chamou falando que o jesus queria conversar comigo na sala"

 
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